terça-feira, 20 de abril de 2010

cuidados con cavalos que tiram ferias

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Cuidados com os cavalos que estão de férias
Atualmente, devido ao grande esforço despendido pelos cavalos atletas, durante o ano esportivo, tanto nos treinos como em provas dos mais variados tipos, é necessário um período de descanso para que se recupere, tanto psicologicamente como fisicamente.Assim a maioria dos cavalos de nossa raça passam parte de dezembro, janeiro e até mesmo fevereiro, soltos em haras e piquetes.No entanto, se enganam aqueles que entendem férias como um período que o animal não necessite de cuidados. Ao contrário, é uma fase que o cavalo precisa de cuidados intensivos para que, quando retornar ao esporte, se apresente em condições para exercer esforços físicos.Já imaginou um animal sair de férias e retornar ao treinamento 100kg mais leve ou mais pesado, ou ainda com algum ferimento no corpo ou cascos em péssimas condições.A matéria a seguir, trata de alguns assuntos relacionados com esse período crítico na vida do cavalo.A partir do momento em que retiramos um animal de presa e fuga como o cavalo de seu habitat e o colocamos entre quatro paredes, ou entre cercas, estamos correndo o risco de ter todo tipo de acidentes por estar mudando a natureza do animal. Lembre-se de que o que você considera bom para seu cavalo e para você podem não ter a mesma interpretação pelo próprio cavalo, e que cavalos jovens são mais espirituosos e assustados, sendo portanto muito mais propensos a causarem acidentes. Costumo dizer que quem gosta de luxo é o proprietário e não o cavalo, pois o animal necessita de alguns cuidados como boa cama, alimentação e cuidados com manejo diário e não de construções maravilhosas sem um bom manejo.
A ESCOLHA
Final do ano é aquela correria: já competimos nas provas de encerramento da temporada, terminam as aulas, temos as festas de encerramento de ano, começa o verão com aquele calor...Sendo assim, ocorre um verdadeiro êxodo de animais dos centros de treinamentos, para qualquer lugar que o proprietário encontre para soltá-lo assim que termina a última prova do ano.As razões para isso são várias; descansar o cavalo de uma temporada estressante, viagem dos proprietários, contenção de gastos com treinamento caro, o calor e a poeira que nessa época deixam o nosso esporte menos agradável, etc.É importante que seja escolhido um local apropriado para que os cavalos não sofram alteração muito significativa, durante esse processo, já que o colocamos de férias para que melhore suas condições, tanto psicológicas como físicas, e para tanto é necessário que haja boas condições de cocheiras e piquetes.Isto para prevenir alguns problemas que podem acontecer: desde acidentes nos piquetes, pelo fato de os animais não estarem acostumados a serem soltos e saírem correndo descontrolados (esse comportamento normalmente acaba depois de uns 3-4 dias); ou por colocação de animais desconhecidos juntos; até problemas digestivos em função da troca da alimentação, que alguns estabelecimentos de pensionato promovem para facilitar o trato da grande quantidade de animais de diferentes origens que chegam para o verão.
TRANSPORTE
Para aqueles animais que estão alojados em centros de treinamento e descansam em haras ou na propriedade de seu dono, no transporte são necessários os mesmos cuidados utilizados durante as provas, como o uso de protetores (de membros e de rabo), exames de anemia infecciosa eqüina e guia de trânsito animal, assim como é importante a escolha de meio de transporte adequado e seguro.Na bagagem, ainda não devemos esquecer os suplementos que o cavalo está utilizando, além de protetores, ligas de descanso e trabalho, capas e demais acessórios usados pelo animal.
PREVINA-SE
Devemos lembrar que 90% dos cavalos estabulados morrem de duas causas: cólicas e acidentes. Dentro desses 90%, 60% são acidentes e o resto é cólica, que não deixa de ser outro tipo de erro de manejo.Aplique em seu cavalo um vermífugo de qualidade no período necessário, uma vez que seguramente ele irá adquirir algum tipo de verminose na pastagem, especialmente em pastagens coletivas.Cheque os dentes de seu animal para evitar atrasos no trabalho por conta de pontas, rampas ou outros problemas dentários.Revise muito bem com seu ferreiro os quatro cascos de seu cavalo, para vocês avaliarem as condições dos cascos e como seu cavalo poderá ser referrado no descanso e no início do trabalho. Muitas vezes os cascos se quebram e só retomam o formato ideal após dois ou três ferrageamentos. Leve isso em conta quando começar a exigir de seu animal um trabalho mais forte.Os animais em férias ficam normalmente soltos durante grande parte do dia. Para que esse manejo tenha sucesso, os piquetes e as cocheiras utilizadas têm de ter condições mínimas e pasto de boa qualidade, para que ele não sofra conseqüências de acidentes ocorridos nestes locais, assim como não perca condições corpórea para prática de exercícios exigidos.O fato de ficar em piquetes faz muito bem aos cavalos, tanto no alívio de estresse, quanto no trabalho muscular que realiza quando o caminha e pasta, já que o cavalo foi feito para pastar no nível do solo, alongando a musculatura de seu pescoço e coluna.Em alguns haras, são utilizadas espécies tóxicas (muitas flores ornamentais comuns são bastante tóxicas para cavalos, como azaléia, lírios, bico de papagaio, lantana, samambaias e alguns tipos de cedros), plantadas em locais de acesso do cavalo, como cocheiras e piquete.A observação diária das cercas por um responsável é imprescindível em um haras. Fios de arame soltos e ripas quebradas podem inutilizar um animal ou acidentá-lo gravemente. Retire galhos caídos e raízes altas de dentro do piquete. Cavalos se machucam nos locais mais improváveis. Cuidado com comedouros de fibra, que se quebram facilmente em lascas cortantes. Retire sacos plásticos ou de ração dos piquetes. Esses, algumas vezes, são carregados pelo vento e podem ser ingeridos por cavalos curiosos.É importante que o animal seja vistoriado durante várias vezes ao dia e ainda no período noturno, para que você não seja surpreendido com notícias do tipo: “seu animal amanheceu morto, por um quadro de cólica ocorrida durante a noite”. Durante a escovação, que deve continuar sendo realizada todo dia, os membros , além de todas outras partes do cavalo, são vistoriadas para que algum problema seja tratado com antecedência e não no período de volta ao trabalho.Cavalos que ficam soltos em regiões de muita chuva podem desenvolver um tipo de apodrecimento da pelagem das costas com descamação da pele e alguma coceira.Cavalos com grande área de pele cor de rosa, encontrada sob os pelos brancos nas marcações de face e no corpo , têm grande possibilidade de sofrerem queimaduras solares nesses locais quando expostos ao sol forte do verão (fotosensibilização). Esses locais ficam bastante sensíveis e doloridos e muitas vezes o cavalo reage à escovação e colocação de arreamentos.A drenagem do piso deve ser eficiente e a cama utilizada deve ser de qualidade e revisada diariamente para evitar problemas nos cascos e pneumonias.Problemas relacionados com cascos de animais são comuns, devendo-se tomar devidos cuidados, já que a ausência de trabalho não tem relação com a diminuição de cuidados com a saúde dos cascos, que devem ser limpos diariamente, além de não se deixar acumular umidade e serem ferrados regularmente, com os mesmos cuidados utilizados durante o treinamento.Cavalos com problemas relacionados com tendões ou articulações devem ter atenção redobrada, sendo que alguns podem ser soltos com ligas de proteção, assim como podemos tratá-los antes deste período (algumas infiltrações ou até tratamentos articulares ou de tendíneos obtêm mais sucesso quando passam por um período de descanso após o tratamento).As cólicas são comuns nesta época do ano e são relacionadas tanto com a alteração da temperatura, como pela ausência de trabalho do cavalo. Para prevenir este tipo de ocorrência, devemos diminuir a quantidade de concentrado e aumentar a quantidade de volumoso, lembrando sempre que a qualidade desses alimentos não pode ser alterada.Aproveite essa época para refazer todas as vacinações, que algumas vezes dão algum tipo de reação, o que poderia atrapalhar em épocas de competiçãoESTEJA PREPARADOÀs vezes, mesmo com todos os cuidados, acidentes acontecem e essa não é a melhor hora para tentar descobrir, em pleno domingo à noite, o telefone do amigo do primo do dono do caminhão de transporte. Se organize. Tenha com você e à mão da pessoa que está cuidando de seus animais telefones de pelo menos 3 veterinários de sua confiança, de vários donos de caminhão de transporte e de farmácias 24 horas da região. Mantenha um kit de primeiros socorros em local que os atendentes tenham acesso. Não podemos esquecer que os animais devem viajar com algumas anotações a seu respeito, como por exemplo, data de vacinações e da última vermifugação, não podendo esquecer que durante as férias o animal ainda deve ser vermifugado normalmente.Quanto à alimentação, a ração do cavalo deve continuar a mesma já que a sua alteração pode causar vários prejuízos ao animal, levando algumas vezes à morte. Da mesma forma, estes animais devem se alimentar no mesmo horário de costume, com a quantidade levemente diminuída, para que não ocorram casos de cólicas.Além destas informações, deve ser relacionada algumas afecções importantes, como por exemplo animais que apresentam gastrite ou úlceras gástricas e é imprescindível o telefone do médico veterinário, para que seja acionado assim que alguma ocorrência acontecer.
TRATAMENTOS
Essa é uma boa época para iniciar o tratamento de certas afecções que necessitam de algum tempo de recuperação, como alguma cirurgia, ou até mesmo infiltrações, que aproveitarão o tempo que o animal ficará em repouso para recuperação do processo. Dessa forma, o animal não precisa ficar sem treinamento ou até se ausentar de provas importantes para não trabalhar pelo período estabelecido pelo veterinário. Podemos incluir neste item castrações, artroscopias, infiltrações, tratamentos dentários, entre outros.
A VOLTA :Se seu animal sobreviveu bem a todos os riscos inerentes à soltura em pastos de um cavalo atleta que passou todo o ano estressado dentro de uma baia no centro de treinamento, está chegando a hora de voltar ao trabalho!!!Quais são os cuidados que devemos tomar para que nossos cavalos, já com a mente mais arejada e a musculatura relaxada, possam voltar a trabalhar, competir e manterem o pique de performance durante essa nova temporada? A metodologia de retorno ao trabalho é um fator muito importante para a manutenção do rendimento de seu cavalo pelo ano inteiro, além de se definir um calendário de provas durante o ano, que não exija além do limiar atlético do cavalo.Normalmente os pequenos problemas físicos que a maioria dos cavalos atletas possuem melhoram bastante após esse período de repouso. O que não quer dizer que tenham desaparecido. Uma boa avaliação física do animal por seu veterinário, com relação aos problemas conhecidos e um simples exame de hemograma para avaliação e detecção de qualquer alteração, antes de voltar ao trabalho, são uma ótima idéia.Aplique em seu cavalo um vermífugo de qualidade assim que ele chegar ao centro de treinamento, uma vez que seguramente ele adquiriu algum tipo de verminose na pastagem, especialmente nas coletivas. Observar se não há presença de carrapatos, que devem ser eliminados de pronto, e atentar para doenças causadas por hemoparasitas, como a babesiose. Os lugares de eleição são dentro das orelhas, na base das crinas, axilas e parte interna da coxa.Com relação ao estado corpóreo do cavalo, podem acontecer 3 opções:- o cavalo voltou com o mesmo peso que saiu- o cavalo voltou mais magro do que saiu - o cavalo voltou mais gordo do que saiuDificilmente ele volta com a mesma condição física com que saiu, porque sem o exercício ele tende a perder massa muscular e a parecer mais magro. Se estiver um pouco mais “fino” do que quando saiu, seria a condição ideal para o retorno ao trabalho. Em pouco tempo a musculatura vai recobrar a força e o volume e o cavalo não vai carregar peso extra nos ossos e articulações durante seu recondicionamento.Se estiver muito magro, tome cuidado para não exagerar na alimentação e suplementos mirabolantes, no afã de engordar o cavalo rapidamente. Provavelmente você vai causar algum tipo de problema digestivo como cólicas ou diarréias e sobrecarregar o fígado desse cavalo com excesso protéico, o que é muito prejudicial.A primeira coisa é planejar com antecedência a data da primeira prova que se quer entrar e trazer o cavalo com tempo suficiente para um mínimo de condicionamento. É claro que para um cavalo treinado voltar ao serviço é como andar de bicicleta. Ele não esqueceu e provavelmente vai atender o cavaleiro em 90% das ordens. Aí que mora o perigo, porque o cavaleiro fica animado em e passa do giro, correndo o risco de machucar seu cavalo logo de início.O ideal é trazer o cavalo no mínimo cinco semanas antes das provas de início de temporada que normalmente são mais leves, competir em uma categoria inferior e trabalhar em um esquema de recondicionamento atlético.Assim, o retorno ao trabalho pode ser dividido em duas fases: fase básica: condicionamento cardiovascularfase específica: treinamento dos requerimentos específicos de cada disciplina (tambor, baliza, laço, rédeas, etc...)Portanto, é importante lembrarmos que para que haja sucesso no período de férias, são necessários alguns cuidados básicos para mantermos a forma física de nossos atletas no início do ano.
LEGENDAS:
1) e 1A) Após o grande esforço despendido pelos cavalos atletas, durante o ano esportivo, é necessário um período de descanso2) Revise bem com seu ferreiro os quatro cascos de seu cavalo3) A observação diária das cercas por um responsável é imprescindível em um haras
Fotos: Marcelo Pernice/Arquivo ABQMPor: dr. Hélio Itapema Cardoso e dr. Rodrigo Rossi
* Hélio Itapema e Rodrigo Rossi, médicos veterinários da Clínica de Eqüinos Itapema & Rossi, credenciados pela Federação Paulista de Hipismo. Outras informações: (11) 9528-1710/8225-9791.
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Doenças dos Cavalos
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
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Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença. Tradicionalmente, os problemas de pele nos cavalos não são considerados situações particularmente preocupantes. Na verdade, alguns acabam por se resolver espontaneamente sem qualquer tipo de tratamento, embora possa demorar algum tempo. Outros, porém, tornam-se bastante críticos, quer pela possibilidade de contágio ao homem, como é o caso da tinha (infecção por fungos) e da sarna (infecção por ácaros, pequenos parasitas da pele), quer pela gravidade da doença propriamente dita e dos seus sintomas.
(Hipersensibilidade à picada das moscas)
Animais com prurido intenso, por exemplo, coçam-se até no próprio arreio ou em qualquer superfície rugosa ou mesmo cortante, provocando feridas que constituem uma porta de entrada para todo o tipo de infecções. Vamos agora debruçar-nos sobre algumas situações que afectam a pele dos cavalos, começando pelas mais frequentes. Os fungos estão normalmente presentes no meio ambiente e na pele dos animais com uma certa abundância, mas apenas algumas espécies apresentam a capacidade, em determinadas circunstâncias, de causar doença (tinha ou dermatofitose). Por essa razão, uma amostra de pêlos que revele a presença de fungos não é necessariamente significativa. Por outro lado, os fungos são agentes que facilmente se instalam secundariamente quando outros factores danificam a pele, ou mesmo quando o sistema imunitário se encontra enfraquecido, não sendo por vezes a causa primária da doença. Neste tipo de infecção por fungos (dermatófitos) os animais afectados apresentam várias áreas de descamação e alopécia (zonas sem pêlo), com ou sem prurido, não estando geralmente envolvidos a crina e a cauda.
(Infecção por Fungos)
As situações de natureza alérgica são também bastante frequentes, podendo ser causadas por alimentos, pelo contacto com produtos químicos aplicados nas instalações, por medicamentos, por produtos de limpeza ou insecticidas aplicados sobre os animais, por picadas de insectos, etc.. As picadas das moscas são precisamente uma das principais causas de reacções alérgicas no cavalo. Existe uma grande variedade capaz de desencadear este tipo de reacções, mas as Culicoides são talvez as mais frequentes. São moscas extremamente pequenas (1 a 3 mm) mas de picada dolorosa, activas em tempo quente e sem vento (pois são fracas voadoras) e alimentam-se desde o cair da noite até ao amanhecer. As larvas desenvolvem-se em águas estagnadas. Apenas alguns cavalos desenvolvem uma reacção de hipersensibilidade às suas picadas, havendo uma certa predisposição familiar. As lesões localizam-se na cabeça, orelhas, peito, crina e base da cauda, podendo variar consoante a espécie de Culicoides. O prurido intenso é o principal responsável pelas lesões, levando os animais a coçarem-se em qualquer aresta ou mesmo a morderem-se. Esta situação tende a agravar-se ano após ano, após uma aparente melhoria durante os meses de Inverno, e não tem cura desde que estejam presentes Culicoides.
Infecção por fungos
O seu tratamento passa, portanto, pelo controlo destes insectos através do estábulo durante os períodos em que estes se alimentam, do uso de insecticidas ou repelentes, de redes para mosquitos, e ainda pela administração de medicação apropriada de modo a eliminar ou reduzir o prurido. Outros agentes que podem causar prurido intenso são os ácaros da sarna. Estes parasitas provocam lesões com localização diferente consoante a espécie a que pertençam: na cabeça e pescoço, na base da crina e da cauda, ou nos membros, mas em fases avançadas as lesões podem espalhar-se a outras zonas. Esta doença transmite-se por contacto directo e é contagiosa ao homem, embora geralmente sem grande gravidade. Certos animais desenvolvem reacções inflamatórias superficiais em zonas brancas ou despigmentadas do corpo (geralmente no focinho e na extremidade dos membros). São processos de fotosensibilização, associados geralmente à ingestão de certas plantas ou a alterações do metabolismo do fígado. Como podemos constatar, situações aparentemente idênticas podem ter causas bastante distintas.
Fotossensibilização
A base da cauda coçada e sem pêlo, por exemplo, é geralmente um sinal de parasitismo intestinal, mas também pode tratar-se de um caso de hipersensibilidade à picada de insectos, alergia alimentar, sarna ou apenas um vício comportamental. Mesmo depois do cavalo parar de se coçar ainda temos de esperar um a dois meses até a cauda voltar a crescer. Os tratamentos usados em dermatologia equina são muito variados consoante a situação a que se destinam, mas convém não esquecer que tratar os animais pode não ser suficiente: o ambiente, as camas, o material de limpeza, os arreios, devem merecer atenção pois estão muitas vezes implicados. Quanto aos cavalos de competição, fica também uma chamada de atenção: uma simples pomada, spray ou qualquer outro produto aplicado sobre a pele pode conter substâncias que, ao serem absorvidas, poderão vir a ser detectadas mais tarde nos testes de controlo antidoping.
Dr. João Paulo Marques
Fonte: http://www.tudosobrecavalos.com