segunda-feira, 29 de março de 2010

doma traticiona

Encontro de Ginetes Univesritários do Mercosul - Bagé-RS

doma traticiona

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APRESENTAÇÃO


TORTURA NOS RODEIOS


DomesticaÇÃo do Cavalo


Sistema de Criação


Doma Tradicional


Doma Racional


Treinamento Racional


Dopping em Muares


Dopping em Equinos


Açoites


Uso de Esporas


Embocaduras Severas



Agressões no Trato do Pelo


Marca a Fogo


Maus Tratos Alimentares


Denuncie Maus Tratos


Associe-se







DOMA TRADICIONAL

Infelizmente, a doma antiga, conhecida como doma tradicional, ainda é praticada em muitas fazendas e haras, em diversas regiões. O principio é o uso da violência. O cavalo é tratado como um animal selvagem, submisso pelo medo, dor, cansaço. É laçado, às vezes até derrubado, suas orelhas são torcidas pelas mãos rudes dos peões, seu lábio superior é torcido pelo cruel instrumento de contenção conhecido como cachimbo. Amarrado com a cabeça rente ao esteio, recebe a embocadura de forma ríspida e seus olhos são tapados para receber a manta e a sela. É selado na primeira aproximação. Alguns peões, pseudo-treinadores, adotam o método de conduzir na guia antes de montar, corcoveiam muito, até cansar. Outros peões, para demonstrar coragem, montam para uma platéia que aplaude quanto mais o cavalo corcovear.

Ao longo da cerca de curral o cavalo é “quebrado”, para a direita e esquerda. Já no primeiro ou segundo dia, sai para o campo ou estrada tendo como guia um cavalo madrinha. O uso de “madrinha” gera um cavalo indeciso, confuso, medroso, quando comandado para ir sozinho. Pelo método da doma tradicional, os potrinhos apartados são “quebrados de pescoço” também com o uso de um cavalo madrinha.

O cabo do cabresto é amarrado na cauda e a cada tentativa de disparar, o potrinho recebe um violento tranco no queixo. cavalo madrinha.

Em várias regiões embocaduras severas, e outros tipos de contenção, são utilizados no processo da doma. No Nordeste, o cabeção é um exemplo clássico, também chamado de “cortadeira”(foto1), pois a cabeçada é ligada a um arco em aço, com dentes cortantes, que atuam na região do chanfro. Com frequencia, muitos cavalos trotadores mudam o andamento para andadura clássica, popularmente chamada no Nordeste de “Passada”.


Cabeção, usualmente utilizado na doma chucra na região do Nordeste


Arreamento característico de cavalo no interior da Bahia.


Na doma tradicional, chicotes e esporas são ajudas auxiliares indispensáveis, sangrando o cavalo. A rudeza dos comandos de rédeas também sangra a boca, quase sempre produzindo futuras calosidades nos pontos de controle da embocadura. É comum encontrar cavalo assim domado com “queixo duro”, às vezes pescoço flácido, devido aos traumatismos no grande músculo braquiocéfalo. Cavalos assim domados, raramente terão um posicionamento correto da cabeça nas paradas, transições de andamentos e no recuo, devido à flexão deficiente da nuca ou, em casos extremos, lesão nesta delicada região.

A doma tradicional tende a gerar um cavalo medroso, acuado, já apresentando algum tipo de vício, ou extremamente propenso a adquirir vícios dos mais variados. Ao contrario, a doma racional gera um cavalo amigo do homem, leal, confiante, mentalmente condicionado para a performance.


Arreio mineiro, comumente utilizado na doma de cavalos no Estado de Minas



Arreio baiano, notar o cepilho elevado,
para dar mais proteção ao cavaleiro na lida em região de caatinga
http://www.youtube.com/watch?v=e2mBkf2vwvA

domingo, 28 de março de 2010


Alemão é preso por levar seu cavalo a bares


“Um alemão embriagado foi preso depois de levar seu cavalo para diversos bares para uma saideira. O homem de 33 anos levou sua montaria para diversos botequins de Geseke pedindo: “Uma saideira para mim e uma maçã para Hendrik.” O cavalo Hendrik se arrastou fielmente pela cidade. Seu dono acabou pegando no sono e caindo. Logo depois chegou o xerife e a noite acabou com o vaqueiro da madrugada dormindo numa cela da delegacia local. Hendrik foi recolhido para o estábulo da cavalaria policial. Seu dono é acusado de montar embriagado e terá de pagar multa.“


quarta-feira, 24 de março de 2010

idade media de um cavalo

Na Europa Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que o empregava na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete, barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para a movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os grãos ou elevar a água (nora).

No séc. XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades agrícolas.

Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em geral sua aptidão para o deslocamento rápido, pois muitos deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas. O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.

No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e nos transportes no séc. XVIII e vem sendo substituído pelos meios mecânicos.

Raças brasileiras
As principais raças brasileiras são o comum, descendente do berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara ou Guarapuavano (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Mangalarga paulista, o Mangalarga mineiro e Mangalarga Marchador (este em Minas); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos); o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina) e o Nordestino. O rebanho brasileiro é calculado em 5,4 milhões de cabeças (1984).

Curiosidade
O Cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado um cavalo com 40 anos.

O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h.

acumpura iquina

Olá, Caro Amigo.

Seja bem-vindo a esta nossa página sobre a Acupuntura Veterinária. Através desta página, você saberá o que é a Acupuntura Veterinária, para que serve, como ela funciona, quais a indicações e contra-indicações da mesma, além de outras informações que julgamos serem de seu interesse.
Caso tenha mais dúvidas ou deseje obter mais informações sobre a Acupuntura Veterinária e Medicina Tradicional Chinesa (MTC), favor solicitar-nos por e-mail ou através de nosso site mediante o link contato. Gostaríamos muitíssimo que nos auxiliasse a tornar este site cada vez mais atraente e informativo para todos vocês.

Agradecemos desde já a sua colaboração.



O Que É Acupuntura Veterinária?
É uma técnica milenar de origem chinesa, mas que também era aplicada pelos indianos (hindus) e egípicios. Foram os chineses que tornaram a acupuntura um sistema médico bem organizado e estruturado.

Esta técnica consiste na aplicação de finíssimas agulhas próprias de acupuntura, as quais são estéreis e descartáveis, na pele dos animais, podendo ser inseridas superficialmente ou até mesmos alguns centímetros, penetrando a pele e músculos, por exemplo, causando estímulos no corpo do animal, os quais levarão a uma resposta do organismo, ocasionando a cura de certas doenças, ou ao menos o controle da mesma, determinando um quadro de bem-estar físico e emocional/psíquico ao animal.

Alguns acupunturistas preferem fazer uso de agulhas hipodérmica (como no caso de tratamento de cavalo e bovino) ao invés de agulhas de acupuntura. Mas há diversas outras técnicas que não utilizam a agulha, sendo chamadas de por isso de “acupuntura sem agulhas”, portanto são métodos de tratamento que não causam dor nenhuma no animal ou ser humano. Tais técnicas são muito utilizadas em humanos, principalmente em crianças e bebês, como ensinado na escola CEATA (www.acupuntura.org.br) de acupuntura em São Paulo e no CETN (www.cetn.com.br), em Sorocaba, Bauru, Manaus e Cotia.

A seguir, vemos um cavalo que recebeu no ponto de acupuntura não agulha, mas sim Stiper(R), pastilhas (discos branco) de sílica, para o tratamento de uma doença neurológica bastante conhecida por aqueles que tratam de, criam ou lidam com cavalos: a Mieloencefalite Protozoária Eqüina (EPM).



Quem Pode Aplicar A Acupuntura Em Animais?
Somente um médico veterinário devidamente qualificado na área de Acupuntura Veterinária poderá utilizar as técnicas da Medicina Veterinária Tradicional Chinesa (MVTC), como a Acupuntura, Fitoterapia, Massagens, Moxabustão e outras mais, com a devida qualidade e confiabilidade que seu animal tanto merece. É ele o profissional que estudou devidamente a anatomia, fisiologia e clínica médica, além de diversas outras disciplinas, a fim de que se possa utilizar ambos os conhecimentos, tanto de medicina ocidental (alopática) quanto da oriental e outras mais denominadas complementares.

Um bom atendimento começa com um bom diagnóstico, tanto ocidental quanto oriental. Todo aquele que se prontificar a realizar o tratamento pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC) sem conhecer o verdadeiro diagnóstico que está por detrás do distúrbio apresentado pelo animal, certamente estará correndo sérios riscos de mascarar apenas os sintomas, levando o quadro clínico a se agravar, podendo mesmo levar a outras complicações, as quais podem até mesmo determinar a sua morte.

Sendo assim, é fundamental que se procure um Médico Veterinário, o qual faça o diagnóstico da doença que acomete seu animal e, em se tratando de uma doença passível de ser curada pela Acupuntura e MTC como um todo (como mediante uso de ervas chinesas – fitoterapia chinesa) ou ao menos abrandada/controlada pelas mesma, dái sim encaminhar seu animalzinho a um Acupunturista devidamente habilitado, experiente e capacitado.

Para que o veterinário seja qualificado, ele deverá primeiramente ter-se formado em um curso de qualidade que o prepare devidamente para se tornar um bom profissional de acupuntura veterinária.

por que o uso do cavalo

Equoterapia : Por que o uso do cavalo ?
A palavra EQUOTERAPIA foi criada pela ANDE-BRASIL, para caracterizar todas as
práticas que utilizem o cavalo com técnicas de equitação e atividades eqüestres,
objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiência ou com
necessidades especiais. Foi criada com três intenções:
a primeira, homenagear a nossa língua mãe - o latim - adotando o radical EQUO
que vem de EQUUS;
a segunda, homenagear o pai da medicina ocidental, o grego HIPÓCRATES de Loo
(458 a 377 a.C.), que no seu livro "DAS DIETAS" já aconselhava a prática eqüestre
para regenerar a saúde, preservar o corpo humano de muitas doenças e no
tratamento de insônia e mencionava que a prática eqüestre, ao ar livre, faz com
que os cavaleiros melhorem seu tônus. Por isso, adotou-se TERAPIA que vem do
grego THERAPEIA, parte da medicina que trata da aplicação de conhecimento
técnico-científico no campo da reabilitação e reeducação;
a terceira foi estratégica: quem utilizasse a palavra EQUOTERAPIA, totalmente
desconhecida até então, estaria engajado nos princípios e normas fundamentais
que norteiam esta prática no Brasil, o que facilitaria o reconhecimento do método
terapêutico pelos órgãos competentes.
No entanto é no EQUUS que se foca o Método . O cavalo na equoterapia é utilizado
como instrumento cinesioterapêutico ( pelo efeito do movimento tridimensional do
dorso do cavalo, somado as multidirecionais e ao ritmo do seu passo), instrumento
pedagógico e de inserção social.
Quando o cavalo se desloca ao passo, ocorre o movimento tridimensional do seu
dorso; portanto, há deslocamentos segundo os três eixos conhecidos (x, y, z), ou
seja, para cima e para baixo, para frente e para trás, para um lado e para outro.
Tal movimento é transmitido ao cavaleiro pelo contato de seu corpo com o do
animal, gerando movimentos mais complexos de rotação e translação
Esse andar tridimensional corresponde ao andar do humano com menos 5% de
diferença.
Para se ter uma idéia, o passo completo do cavalo apresenta padrões semelhantes
aos do caminhar humano: impõe deslocamentos na cintura pélvica da ordem
de 5 cm nos planos sargital, frontal e transversal e uma rotação de 8 graus
de um lado para outro.
Quando o cavalo inicia seu movimento, ao passo, o praticante recebe estímulos
proprioceptivos de estruturas articulares, musculares, e tendinosos devido o
movimento tridimencional do dorso do cavalo, como dito acima.
O deslocamento do cavalo promove estímulos nestas estruturas (propriocepção) em
torno de 180 oscilações por minuto. Essas informações são enviadas ao sistema
nervoso central via medula espinhal. Somada a isto, são também enviadas ao
sistema nervoso central por vias aferentes, informações exteroceptivas (auditivas,

empocadura

Responder |EQUITAÇÃO ESPECIAL para mim
mostrar detalhes 23 mar (1 dia atrás)


A sequencia correta das transições de embocaduras depende do grau de severidade da ação. O primeiro estagio é a embocadura de ação branda, seguindo-se a de ação moderada e a de ação severa. Assim, em um mesmo modelo de bridão ou freio, podem ser usados três variáveis diferentes.
Pelo Método LSA de Adestramento, desenvolvido por esse autor, as transições de embocaduras são facilitadas, porque o animal é previamente adestrado sem embocadura, completando a fase inicial do adestramento básico. Leia em "Mais Informações" Em adição, para cada nova introdução de embocadura é obedecido um periodo de adaptação da boca, antes que o treinador acione as rédeas – durante meio período de dois dias, o cavalo mastiga seus alimentos com a nova embocadura na boca. Se o primeiro bridão foi de ação moderada, a transição para o freio poderá ser para um de ação também moderada. Esta é a sequência mais agil do uso de embocaduras e a que geralmente trará resultados positivos. Outra alternativa muito utilizada é iniciar com o bridão de ação branda, sendo que a transição deverá ser para um bridão moderado, deste para um freio brando e, finalmente, para um freio moderado.
As embocaduras de ação severa são indicadas somente para cavalos que se destinam a competições radicais, que exigem muito do cavalo em termos de maneabilidade, velocidade, precisão no esbarro.
A escolha da embocadura e a decisão das transições são determinadas por alguns fatores:


- O primeiro é o estágio do adestramento. O bridão é embocadura de principiantes, indicada para a fase de adestramento básico. Para a fase de adestramento avançado, ou somente dentro dessa fase, acontecem uma ou mais transições de embocaduras;


- O segundo fator decisivo é a morfologia e integridade das partes da boca que funcionam como pontos de controle da ação da embocadura. A sub-avaliação desse fator é a principal causa de rejeição a embocadura;


- O terceiro fator refere-se ao ao tipo de treinamento - para passeio e cavalgadas, provas de maneabilidade, corridas, salto, etc.;


- O quarto fator influenciando a escolha da embocadura é o grau de equitação. Para cavaleiros/amazonas principiantes recomenda-se o bridão, por ser embocadura de ação direta de rédeas – utiliza-se a chamada “rédea de abertura”, porque abre-se uma mão para virar e alivia a rédea oposta;


- Outro fator de importância refere-se ao grau de experiências anteriores em adestramento e treinamento. Pessoas de apurada sensibilidade e controle pleno dos comandos principais da equitação podem fazer de um freio severo um freio brando.


- A idade do cavalo também deve ser levada em conta. Cavalos maduros geralmente exigem embocaduras de ação moderada ou severa, devido à maior rigidez da musculatura de pescoço e nuca.
A sutileza é que o cavalo geralmente pede a transição de embocadura, através da resistência. Muitos indagam porque um cavalo não pode permanecer na embocadura inicial, o bridão. A resposta é que essa embocadura exerce pouca atuação sobre a flexão da nuca. Também exerce pressão desconfortável sobre a lingua, barras e comissuras labiais, causando a elevação da cabeça, uma postura adiante da ação do bridão, como forma de amenizar o incômodo da pressão. Dentro de pouco tempo, à medida em que a velocidade dos andamentos é aumentada, o cavalo passa a trabalhar apoiado nas rédeas, o que deve ser entendido como um sinal de resistência, uma solicitação de troca para embocadura mais confortável.
Outra indagação usual: Por que não se pode iniciar o cavalo na embocadura definitiva, o freio? Porque o freio atua simultaneamente sobre pontos multiplos de controle – todos aqueles que o bridão atua mais o palato e o queixo. Especialmente devido ao efeito alavanca, que exerce forte pressão do bocal sobre o palato e da barbela sobre o queixo, o cavalo precisa ser previamente preparado, tanto na aceitação da boca pelo bocal menos severo – o articulado, típico dos bridões, como também na flexão lateral do pescoço pela ação das rédeas diretas ( mais fácil para o cavalo e mais eficiente para o cavaleiro ). Além do mais, a flexão vertical, da nuca, a mais difícil, ja terá sido iniciada no adestramento sem embocadura. Assim, o bridão deve ser entendido apenas como uma embocadura de transição para o freio.
E o cavalo pronto no freio, pode retornar ao bridão? Sim, sem nenhum problema, especialmente nos casos de atividades amenas, como os passeios e cavalgadas, ou quando são montados por pessoas de pouca experiência em equitação. A dificuldade em comandar rédeas pela ação indireta, como no caso do uso do freio, é bem maior.
Uma embocadura chamada de transição é o freio/bridão. O bocal é articulado, atuando como um bridão, pressionando as comissuras labiais. O bocal não se prende aos olhais, mas sim às hastes, típicas de freio, exercendo o efeito alavanca. Mas o efeito alavanca não atua sobre o palato, porque o bocal não é curvo. As alavancas atuam sobre a pressão da barbela no queixo. Assim, um freio/bridão atua sobre pontos de controle da boca - comissuras labiais, baras e lingua, e sobre o queixo. Somente em alguns casos recomenda-se o uso dessa embocadura, na transição do bridão para o freio. Sua ação de efeitos duplos tende a melhorar a flexão da nuca. Mas em mãos brutas, ou inexperientes, essa embocadura faz estragos graves. O excesso de pressão da barbela no queixo tanto poderá encapotar o animal, como também manter a cabeça muito elevada, não corrigindo em nada a ação elevatória do bridão. O freio sim, esse exerce ação principal de baixar a cabeça do animal, de estimular a flexão da nuca.

Lúcio Sérgio de Andrade – Zootecnista, com especialização na Texas A&M University - USA, escritor, pesquisador, consultor de haras, instrutor de cursos de aperfeiçoamento técnico.
Para finalizar, duas ressalvas: sempre que necessária, a transição será naturalmente solicitada pelo cavalo, na forma de resistência. Errado é persistir com a mesma embocadura. Contudo, um cavalo que resiste à ação da embocadura não necessariamente pede embocadura mais severa. Pode ser o contrario.

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Postado por EQUITAÇÃO ESPECIAL no Equitação & Equitação Especial em 3/23/2010 06:23:00 AM
Responder EncaminharEQUUS não está disponível para bater papo

terça-feira, 23 de março de 2010



o bridao

EQUITAÇÃO ESPECIAL para mim
mostrar detalhes 03:35 (2 horas atrás)


O bridão se caracteriza por apresentar uma única argola onde se atam rédea e cabeçada. Esta argola encontra-se normalmente na mesma altura do “bocado” ( parte da embocadura que age dentro da boca ). Estas definições se traduzem no fato de que a ação do bridão se dá de forma direta, sem efeito multiplicador de forças.
O freio apresenta argolas distintas onde se atam a cabeçada e a rédea. O bocado encontra-se normalmente numa posição acima da argola onde se atam as rédeas. Enquanto a força aplicada pelas mãos do cavaleiro chega à boca do cavalo com a mesma intensidade quando do uso do bridão, o uso do freio promove um efeito multiplicador desta força, pela ação de alavanca que o caracteriza. E é esta dualidade de ações que diferencia basicamente o bridão do freio. Leia em "Mais Informações"
Enquanto o bridão atua nas comissuras labiais, e por isso precisa ser ajustado a elas, o freio atua nas barras, região da mandíbula desprovida de dentes. Tanto por suas características de ação como pela região em que agem no cavalo, bridão e freio têm efeitos diferentes: o bridão age levantando a cabeça e o pescoço do cavalo, enquanto o freio tem ação abaixadora da cabeça, além de induzir o flexionamento da nuca. De um modo geral, o bridão é uma embocadura de ação mais suave que o freio, e pode ser usado até o final do adestramento, desde que o cavaleiro seja habilidoso e o animal responda satisfatoriamente aos comandos. Cai por terra portanto o preconceito de que todo o trabalho de adestramento precisa ser finalizado com o freio.
Freio e bridão têm características próprias que resultam na maior ou menor intensidade de sua ação. Chamamos de leve uma embocadura que tem efeitos suaves, e pesada aquela cujo efeito é mais forte, mais atuante. De forma comum a freio e bridão, a embocadura será tanto mais leve quanto mais grossa for a espessura do bocado, sendo mais pesada a embocadura de bocado mais fino. Isto porque quanto mais fino o bocado, mais cortante será sua superfície de contato, portanto mais agressiva, mais atuante. O bocado pode ainda ser rígido ou articulado, sendo este último mais leve por permitir que a força de ação das mãos seja dissipada por sua articulação. O material no qual o bocado é constituído pode ainda gerar alterações de efeito nas embocaduras. Um bocado de borracha será menos agressivo que um de aço, portanto mais leve. O bridão de borracha tem seu uso recomendado para animais novos, que ainda são trabalhados com a focinheira, e servirá então para que o cavalo se habitue com uma embocadura dentro da boca. Neste caso o bridão de borracha não deve ser acionado pelas rédeas, mas sim ajustado à boca pela cabeçada, e as rédeas só devem se atar à focinheira.
Além destas características comuns a freio e bridão, outras particulares a cada uma das embocaduras resultam também em ações de maior ou menor intensidade. No bridão, um bocado que corre livre na argola absorve melhor impactos provenientes dos movimentos, diferente do que ocorre com bocados fixos nas argolas. Desta forma, quanto maior o diâmetro das argolas mais livre ficará o bocado.
Para animais em início de adestramento, é sugerido o uso de um bridão leve (grosso), que permita um apoio franco do cavalo. Sugere-se um bridão de “agulha”. Esta embocadura se caracteriza por apresentar prolongamentos laterais a partir das argolas, chamadas de agulhas. Quando se procura desviar lateralmente a cabeça e o pescoço de um animal novo, ainda sem flexionamento, indicando lhe a direção a seguir, é comum que o mesmo apresente uma reação a este comando, não cedendo à ação do cavaleiro. As agulhas vão impedir que o bridão corra e venha a sair da boca do animal, por estarem apoiadas na face externa da bochecha.
A elevação da base do pescoço, como já citado anteriormente, dependerá do aumento do engajamento dos membros posteriores, e da resistência das mãos do cavaleiro sobre a embocadura. Esta mudança de postura pode ser obtida com o uso ainda do bridão de agulha, ou mesmo com o bridão em “D”. que favorece o apoio. O motivo veremos mais tarde.
A descontração do maxilar do cavalo é uma meta a ser perseguida pelo cavaleiro, principalmente quando monta animais de apoio muito pesado. Algumas embocaduras são dotadas de um acessório que favorece a descontração do maxilar. São pequenos anéis de cobre, que envolvem a parte central do bocado. Sob o efeito destes anéis o animal é induzido a “brincar” com a embocadura, mascando-a suave e continuamente, na tentativa de degluti-la. Chama-se de efeito bomba a subida e descida do bocado quando desta atitude do cavalo. Este efeito sinaliza para o cavaleiro a descontração do maxilar. Observa-se a produção de espuma na boca do cavalo, provocada por uma salivação intensa. Por este motivo dá-se a este acessório o nome de salivador.
Algumas características das embocaduras podem favorecer ou inibir a descontração do maxilar. Os bocados articulados favorecem tal descontração, por serem elementos móveis na boca do animal. Da mesma forma os bridões de argola, por permitirem a movimentação do bocado para cima e para baixo, em favor do efeito “bomba".
Cavalos que não se apoiam com confiança na embocadura podem ter este apoio favorecido por instrumentos de bocado fixo. O bridão em “D” é um exemplo, que ao contrário do bridão de argola, limita a movimentação para cima e para baixo do bocado.
Em animais que se apresentam já bem apoiados e com um pescoço com base sustentada, bem posicionado, deve-se promover o flexionamento da nuca. Como já foi citado, o bridão de argola facilita a descontração do maxilar, indispensável para se obter o flexionamento da nuca, passo seguinte ao posicionamento correto do pescoço. As embocaduras dotadas de salivador podem ser um recurso avançado, para animais que não descontraindo o maxilar, não flexionam a nuca.
Os freios apresentam um número maior de detalhes que alteram a intensidade de sua ação. O comprimento das câimbras, canas ou pernas do freio ( hastes laterais que se prolongam a partir do bocado), e sobretudo a diferença entre suas porções inferior e superior, tornam o freio mais leve ou mais pesado, sendo mais leves os que apresentam a porção inferior mais curta, por um menor efeito multiplicador de força (alavanca). O fato de ter uma articulação entre as câimbras e o bocado torna o freio mais leve do que aquele que tem o bocado fixo às câimbras. Esta articulação amortece impactos e dissipa forças, tornando o freio mais leve. A forma do bocado também interfere na intensidade de ação do freio. Alguns freios apresentam uma curvatura no bocado, a passagem de língua, que como o próprio nome indica, permite a acomodação da língua sob a mesma. Desta forma o bocado se apoia diretamente nas barras, impedindo que a língua, entre barras e bocado, amorteça seu efeito. Com a passagem de língua, portanto, o freio torna-se mais pesado. O ajuste da barbela é ainda fundamental para o efeito do freio. Não deve ser muito apertada, por tornar muito forte sua ação, nem tão frouxa, o que resultará numa ineficiência da embocadura. Seu ajuste deve ser tal que permita pequena liberdade entre uma posição mais relaxada do freio, por relaxamento também das rédeas, e uma posição mais ajustada, ativa, pelo contato do cavaleiro através das rédeas.
Em casos mais rebeldes, em que o animal não aceite o flexionamento da nuca pelo uso do bridão, pode-se usar o freio, que pela própria forma de ação não só é mais pesado, geralmente, que o bridão, como também promove o flexionamento da nuca. Deve-se ter sempre em mente que tal mudança de postura deve ser conseguida pela descontração do maxilar, e nunca pelo uso da força. Reforçando o que já foi citado, as embocaduras com salivador favorecem o flexionamento da nuca, pelo efeito de descontração do maxilar. Deve-se cuidar, no entanto, quando do uso de embocaduras com salivador, para que seu efeito não venha a ser tal que desapoie o animal pelo excesso de descontração do maxilar! O uso das pernas gerando impulsão e já indispensável em qualquer fase do adestramento, é também de fundamental importância para que se evite estes casos.
Vulgarmente chamado de “freio-bridão”, o freio “Pelhan” é uma embocadura que apresenta características próprias, com argolas diferentes para rédeas se atarem, agindo distintamente como freio e bridão. Se as rédeas se atarem nas argolas do bridão, o efeito será desta embocadura. Caso as rédeas se encontrem atadas nas argolas de freio, a ação passa a ser desta outra. Pode-se ainda usar o Pelhan com quatro rédeas: duas atadas às argolas de freio e outras duas às argolas de bridão. De acordo com a posição das mãos, as ações se dividem com efeitos de freio e/ou bridão. Para tal são necessárias habilidade e experiência do cavaleiro.
Algumas embocaduras especiais apresentam características próprias, como bocados finos e retorcidos, pernas muito longas, passagem de língua demasiadamente alta, enfim, cuja utilização quase nunca é apropriada para o Mangalarga Marchador. Por apresentar um bom temperamento de sela, fácil aceitação dos comandos e ainda uma conformação leve, o Marchador dispensa para seu adestramento estas embocaduras especiais, principalmente se o adestramento for executado com técnica e por cavaleiro competente.

acumpura iquina

Acupuntura em Eqüinos
27/09/2007 16h25min




A acupuntura em eqüinos é utilizada principalmente em cavalos atletas tanto para tratar problemas como para prevenir novas lesões.


Os cavalos atletas estão susceptíveis á muitas lesões crônicas que cursam ou não com dor e/ou claudicação (manqueira).Sendo assim a acupuntura mostra-se como um recurso terapêutico importante, juntamente coma fisioterapia no alivio destas enfermidades.

De forma geral, podemos indicar a acupuntura como tratamento primário ou adjuvante de problemas do sistema locomotor (ósseo, muscular, articular, tendíneo e ligamentoso) que são a grande maioria das alterações que se encontra em eqüinos atletas.

Além das alterações citadas, freqüentemente indica-se a acupuntura como tratamento adjuvante das seguintes patologias:

- MEP (mieloencefalomielite protozoária eqüina)
- Babesioses
- Lombalgias
- Doenças que cursam com um sistema imunológico deficiente
- Problemas crônicos de pele
- Insuficiência renal /hepática
- Distúrbios hormonais
- Problemas reprodutivos como anestro, baixa fertilidade, etc
- Alterações de comportamento
- Quedas de perfomance
- Outros






Pontos de diagnóstico

Além da utilização da acupuntura como recurso terapêutico, ela também pode ser usada para diagnosticar muitas lesões. Isto acontece porque existem pontos de acupuntura que quando palpados indicam alterações em muitos órgãos ou sistemas. Por exemplo, existem pontos diagnósticos que são indicativos de lesões no boleto, cascos, quartela, jarrete e assim por diante. Este recurso é muito importante, porque à através dele que se consegue, muitas vezes prevenir lesões que ainda estão por vir ou que o animal ainda não mostrou sintoma físico.

Quando se associa a acupuntura em eqüinos a outras terapias complementares como a fisioterapia, a homeopatia e a fitoterapia, além de um programa adequado de treinamento, os resultados costumam ser excelentes.




Fonte : Cristiane Leticia Ferreira REAB VET - Acupuntura e Fisioterapia Veterinária

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sexta-feira, 19 de março de 2010

vidio do caranhoa ahas los borges comesaomdo a doma racional

chamado de cavalo naciona do brasi

ublicações em nosso Portal nas categorias: Crônicas, Doma, Saúde, Nutrição e Negócios
Postado por BETO CORÁ às 05:09 0 comentários
AMDAMENTO DO MANGUALARGA
Mangalarga - Um cavalo de andamento macio
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Nov 2, 2004, 12:42

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Chamado de o Cavalo Nacional do Brasil, onde a procriação atinge a casa das centenas de milhares e tem conduzido montadores através das terras brasileiras durante mais de 200 anos, a história do cavalo Mangalarga Marchador começa no início do século 19, quando o Rei de Portugal, D. João VI, fugiu de seu país para escapar à captura pelas tropas de Napoleão. O rei escolheu o Brasil para seu lugar de exílio, levando sua família e vários de seus garanhões favoritos. Conhecidos como cavalos Altér-Real, a raça tinha sido formada de cavalos nativos da Península Ibérica, bem assim das Ilhas da Madeira e Canárias. Com a sua elegante estatura e temperamento dócil, o Altér-Real era uma raça desenvolvida exclusivamente pelo rei.
Uma vez no Brasil, o Rei João resolveu continuar com o seu programa de procriação e cruzou garanhões Altér-Real com éguas Berberes que haviam sido importadas da África. Um dos resultados desses cruzamentos foi um garanhão chamado Sublime, que foi cruzado com éguas Berberes, assim como com éguas da raça Ginete Espanhol (cavalos de marcha que vieram da Espanha com os conquistadores europeus). Os cavalos resultantes, chamados Cavalos Sublime, eram de passo rápido e macio. Os mesmos também apresentam incrível resistência.
Os Cavalos Sublimes não passaram despercebidos no interior brasileiro. O proprietário de uma fazenda próxima do Rio de Janeiro, chamada Fazenda Mangalarga, começou a criar esses cavalos para valer. A fazenda produziu tantos desses cavalos, que a raça perdeu o seu nome de “Cavalo Sublime” e passou a ser conhecida como Cavalos Mangalarga. A raça conservou esse nome até na década de 1930, quando “Marchador” foi acrescentado para distinguir o cavalo de uma raça aparentada conhecida como Mangalarga Paulista, desenvolvida por criadores que cruzaram o Mangalarga com cavalos de sangue-puro - árabes e “standardbred”.
Em 1949, foi criada a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM). As metas da organização eram estabelecer padrões de criação para o Marchador e para promover a raça, particularmente o seu passo macio, ou “marcha”. Cerca de 4.000 pessoas são membros da ABCCMM no Brasil e 350.000 Marchadores estão registrados nesse país.
Embora o Mangalarga Marchador seja um entre diversos cavalos de marcha sul-americanos, a raça é verdadeiramente singular quando comparada com o Paso Peruano, o Paso Fino e mesmo o Marchador Paulista, com o qual mantém laços estreitos.
Um dos aspectos mais inusitados dos Mangalarga Marchadores é o tipo de andamento da raça. Nascido naturalmente com a habilidade de executar a marcha picada e a marcha batida, o Mangalarga Marchador é a única raça sul-americana capaz de realizar tais marchas.
No Brasil, os Marchadores são cavalos que trabalham duro, usados primariamente para movimentação de boiadas e transporte através de terreno acidentado. Os cavalos também são expostos, onde são avaliados com base na conformação e no desempenho.
Nos Estados Unidos, os Marchadores estão sendo comercializados para diversos esportes. Eles são uma opção natural para cavalgada de enduro e se constituem em excelentes cavalos para trail.

equitaçao

O Cavalo para Avaliação Inicialpostado por EQUITAÇÃO ESPECIAL em Equitação & Equitação Especial - 17 horas atrás
Desde a inauguração do nosso blog tenho recebido diversas questões sobre a avaliação inicial do praticante e o cavalo ideal para esse momento . A avaliação inicial e seu método de execução variam de centro...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Enduro Paraequestre é um dos esportes hípicos. A palavra enduro é uma abreviação de endurance, que em inglês é sinônimo de resistência. O enduro paraeqüestre é dirigido para portadores de deficiência física, paralisia cerebral e Síndrome de down. Trata-se de uma modalidade de competição que é uma modalidade esportiva originária do turismo eqüestre onde cavalo e cavaleiro devem percorrer uma trilha com obstáculos naturais, demarcada em um tempo pré-determinado, ou em velocidade controlada. É, atualmente, o esporte que está crescendo em número de eventos por ano e já ocupa uma posição de destaque no Distrito Federal. Na Categoria Intermediária, que é realizada ao trote, em trilhas de até 10 km, em sua versão mais longa, mas devendo aumentar o percurso.
Notoriamente, o Enduro Eqüestre Adaptado ou Enduro Paraequestre está conquistando a participação de mais centros de Equoterapia e Equitação e interesse das comunidades do meio eqüestre. Todos os cavaleiros praticantes das categorias unificadas são acompanhados por cavaleiros do Enduro Convencional, que fazem questão de participar também da premiação e auxiliar no treinamento dos atletas especiais.
O "vet-check" é o que desclassifica os cavalos demasiadamente cansados ou que mostrem qualquer sinal de dor no sistema locomotor. O enduro paraequestre é disputado por conjuntos compostos de um cavaleiro/amazona e um cavalo/égua, não podendo nenhum dos membros ser substituído durante a prova. Uma característica interessante é que todos cavalgam juntos, não havendo distinção entre homens e mulheres. Além disso, o enduro é conhecido por proporcionar um ambiente familiar, no qual todos cavalgam juntos e onde se tem contato com a natureza durante todo o dia. Vence a prova o cavalo que chegar ao final no menor tempo, ou no tempo mais próximo do ideal e o animal for aprovado no "vet-check" conforme o regulamento utilizado.
http://enduroparaequestredf.ning.com

Adote um praticante!

INSTITUTO CAVALO SOLIDÁRIO – Brasília/DF
EQUOTERAPIA: SAÚDE E EDUCAÇÃO ATRAVÉS DO CAVALO
Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais. Ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. O Instituto Cavalo Solidário é uma instituição sem fins lucrativos que seguindo a doutrina da Associação Nacional de Equoterapia – ANDE/BRASIL, visa proporcionar à comunidade atendimento às pessoas que necessitam de tratamento por meio da equoterapia. E vai além, estendendo essa atuação aos familiares dos praticantes, de modo que todos os agentes envolvidos tenham condições de proporcionar evolução no processo de reabilitação. Ela atende gratuitamente 50 (cinqüenta) praticantes, com dois projetos Terapêuticos Equoterápico e Educacional.
O Instituto também está investindo no ENDURO EQUESTRE ADAPTADO OU ENDURO PARAEQUESTRE, criando uma Escola para preparar melhor os praticantes desta modalidade esportiva. Participe desse empreendimento humanitário que visa à melhoria na qualidade de vida de pessoas especiais e familiares.
Informações: Email: betocountrycora@gmail.com e alberto@cavalosolidario.org.brSite: http://www.cavalosolidario.org.br/

efeitos da terapia com cavalos

Todos conhecem e admiram o valor do cavalo na vida de uma pessoa e o quanto tem sido útil para a evolução da humanidade. O que muitos não sabem é que o contato com esse animal pode também trazer benefícios às pessoas com deficiência, por meio da eqüoterapia. O cavalo é um animal dócil, de porte e força, que se deixa montar e manusear, transformando-se em um amigo para o praticante, que cria com ele um importante laço afetivo. Essa relação de confiança e cumplicidade é essencial na sua recuperação, proporcionando ganhos não apenas no aspecto físico como também psicológico, possibilitando à pessoa em terapia uma boa dose de motivação e auto-estima para seguir em frente e alcançar a sua reabilitação.

A ANDE-Brasil, Associação Nacional de Eqüoterapia, fundada há 17 anos e sediada em Brasília, é responsável pela capacitação nessa área, reconhecendo e ministrando cursos em todo o Brasil. A associação define a eqüoterapia como um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e quitação, buscando o desenvolvimento biopsicos-social de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Na eqüoterapia, o animal é o objeto inter-mediador entre o praticante e o terapeuta. O contato com o cavalo propicia melhora na autonomia e independência. Além disso, promove a organização e a consciência do corpo, estimula a força muscular, melhora o equilíbrio, a postura e desenvolve a coordenação motora, entre outros.

Segundo o presidente da ANDE-Brasil, Lélio de Castro Cirillo, os profissionais que atuam na eqüoterapia são especializados em: Fisioterapia, Psicologia, Equitação, Terapia Ocupacional, Pedagogia, Psicopedagogia, Educação Física e Fonoaudiologia, entre outros. Sendo o mínimo para composição de uma equipe: fisioterapeuta, psicólogo e equitador.

INDICAÇÃO

A eqüoterapia é indicada para crianças e adultos, em diversos casos, como paralisia cerebral, acidente vascular cerebral (derrame), trauma crânio encefálico, lesões medulares, síndromes, autismo, psicoses, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), deficiência visual, deficiência auditiva, fobias, estresse, entre outros.

A terapia só pode ser indicada após avaliação médica, psicológica e fisioterapêutica. As sessões podem ser realizadas em grupo, porém o planejamento e o acompanhamento devem ser individuais.

É indispensável que o terapeuta conheça a patologia do paciente, o cavalo, as técnicas específicas a empregar nas áreas de saúde, educação e equitação e entenda as necessidades do praticante. Durante toda a sessão, o terapeuta ajuda a estimular a auto confiança, auto-estima, a fala e a linguagem. Promove, ainda, estimulação tátil, orientação espacial e temporal, memória, percepção visual e auditivas, equilíbrio e direção, entre outros.

Na eqüoterapia são oferecidos quatro programas destinados às diversas necessidades dos praticantes: 1) A Hipoterapia: um programa de reabilitação para pessoa com deficiência física ou intelectual, que não têm condições para se manter sozinha no cavalo. Necessita, potanto, de auxiliar - guia e auxiliar - lateral, que ficam junto e ao lado do praticante, acompanhados pelo terapeuta, que conduz a execução dos exercicios programados. 2) A Reeducação eqüestre: um programa de reabilitação ou educativo para quem tem condição de exerxer alguma atuação sobre o cavalo e conduzi-lo. 3) O Pré-esportivo: um programa de reabilitação ou educativo para quem tem boas condições para atuar e conduzir o cavalo. O praticante pode participar de alguns exercícios de hipismo. 4) Esportivo: aplicado também como reabilitação e educativo para quem tem boas condições para andar à cavalo, já podendo participar de competições hípicas. Todos os programas contam com a orientação dos profissionais.

O CAVALO E A TERAPIA


Cada passo completo do cavalo apresenta padrões semelhantes aos de caminhar humano e impõe um deslocamento da cintura pélvica (quadril) da pessoa quando ela está sobre o animal. A primeira manifestação física quando a pessoa anda à cavalo é o ajuste tônico, que se torna rítmico, com o deslocamento do cavalo em cada passo, ou seja, na medida em que o praticante anda à cavalo, há um ajuste natural do corpo, em que o movimento de seu quadril acompanha o ritmo do andar do cavalo. A adaptação a esse ritmo é uma das peças mestras da eqüoterapia.

O cavalo nunca está totalmente parado. A troca de apoio das patas, o deslocamento da cabeça ao olhar para os lados, as flexões da coluna, o abaixar e alongar do pescoço impõem ao cavaleiro um ajuste no seu comportamento muscular, a fim de responder aos desequilíbrios provocados por esses movimentos. Os deslocamentos da cintura pélvica produzem vibrações que são transmitidas ao cérebro do praticante, via medula, o que já foi apontado ser adequado à saúde, por trazerem reações de “endireitamento” do corpo, ajustando a postura e melhorando seu equilíbrio.

É preciso um animal especial e adestramento para atuar nessa terapia, chamado de “cavalo-tipo”, com andadura correta. O cavalo é trabalhado para aceitar os comandos de uma pessoa com deficiência. Os cuidados dispensados ao animal são os mesmos relativos aos cuidados básicos de um cavalo comum, com diferenças apenas na alimentação. Em geral, consome alfafa, feno e capim (proteínas), além de uma ração específica com nutrientes necessários para seu bem-estar.

A segurança física do praticante deve ser uma preocupação constante de toda a equipe, com atenção especial ao comportamento e atitudes habituais do cavalo e às circunstâncias que podem vir a modifica-los. O local das sessões também merece atenção para evitar ruídos anormais que venham assustar os animais.



CUSTO X BENEFÍCIO

De acordo com a psicopedagoga Liana Santos, os ganhos motores e psicológicos são visíveis e os resultados podem aparecer em 6 meses de montaria, com sessões semanais de em média 40 minutos. As dificuldades ainda são a falta de informação sobre a existência do método e o tabu de se tratar de uma terapia. Na rede particular, pode custar em torno de R$ 280,00 a R$ 400,00 por mês, com sessões semanais. Todos os centros de eqüoterapia, filiados a ANDE-BRASIL, reservam 20% de seus atendimentos para pessoas que não podem pagar. As informações sobre a disponibilidade dessas estão no site http://www.equoterapia.org.br/. É só conferir os centros e entrar em contato

terça-feira, 16 de março de 2010

a equitacaçao uma atividade esportiva que significativa

A equitação é uma atividade esportiva que exige uma significativa variação do trabalho muscular do cavaleiro, pois em cada modalidade, tipo de prova e a cada instante da ação, no ato de montar, ocorre determinada solicitação motora Quando praticamos a arte eqüestre, comprovamos que uma boa posição do cavaleiro é muito importante no desempenho do conjunto, uma vez que a posição precede a ação. Um cavaleiro que não possui um bom condicionamento físico certamente não vai conseguir manter uma boa posição à cavalo, isso porque ele terá um desgaste prematuro. Assim, a fim de abranger de forma mais completa o assunto, e na intenção de compreender como ocorrem as diversas formas de expressão motora da anatomia humana, analisaremos os esforços realizados pelo corpo do cavaleiro, considerando os seguintes segmentos corporais:


1) cabeça e pescoço,
2) tronco,
3) membros superiores,
4) punhos e mãos,
5) quadril,
6) coxas,
7) pernas,
8) joelhos ,
9) tornozelos e pés.
Cabeça e pescoço
A cabeça deve-se manter sempre aprumada executando, ocasionalmente, leves rotações. A posição correta, altiva e voltada para frente, resulta da contração isométrica da musculatura local, isto é, contração muscular sem movimentação de segmento.É importante ressaltar que é neste segmento que se situa a região cervical da coluna vertebral, que, além de possuir grande mobilidade, contribui para a orientação espacial. Entre os músculos que atuam no local, os principais são o trapézio e o esternocleidomastóideo.

TroncoO tronco tem duas funções essenciais: envolve e protege os órgãos internos e atua como base para o movimento dos membros e postura da cabeça. A posição ereta é assegurada pela armação dinâmica da coluna, representada pelos músculos abdominais e dorsais. Como é sabido, a configuração da coluna vertebral não é retilínea, apresentando como curvaturas características a lordose cervical, de convexidade dirigida para trás; a cifose dorsal, de convexidade voltada para diante; a lordose lombar e a cifose sacra.
A lordose serve para amortecer os movimentos, a cervical, os da cabeça, enquanto a lombar, os do tronco; a cifose funciona de forma compensatória para esse amortecimento.
Dependendo da modalidade eqüestre, o tronco assume diversas posições, todavia duas são básicas: postura ereta ou em flexão e extensão. Na primeira ( postura ereta ), que predomina no adestramento, há uma contração estática de seus grupos musculares, ocorrendo um trabalho isométrico ( contração muscular sem movimentação de segmento ) que abrange também a musculatura do pescoço. A segunda posição, em flexão e extensão – assumida exemplarmente por ocasião de um salto ou de uma partida de pólo ( onde ocorre ainda a rotação lateral do tronco ) – é mais fatigante, embora perdure por frações de segundos. Além disso, há um trabalho de alongamento e encurtamento da musculatura posterior, anterior e lateral do tronco, numa região onde está inserida grande parte da coluna vertebral.

Membros superiores
Na equitação acadêmica, estes segmentos assumem uma posição flexionada, em torno de 90°, na articulação do cotovelo (trabalho muscular estático). Enquanto no salto (transposição de obstáculos) e em outra modalidades, os membros superiores executam também a extensão (trabalho muscular dinâmico). Estão incluídas nesta região a cintura escapular, a articulação do ombro, bem como a do cotovelo. A cintura escapular fixa a articulação do ombro ao tronco, promovendo a ligação entre este e o braço.
A articulação do ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo humano. A articulação do cotovelo estabelece a ligação móvel entre o braço e o antebraço. Os principais músculos flexores desta região são o bíceps braquial e o braquial. O principal músculo extensor é o tríceps braquial.

Punhos e mãos
Situada na extremidade do membro superior, a mão é uma “ferramenta” muito aperfeiçoada, tendo como característica principal a função de apreensão, pela ação de colaboração entre o polegar e os demais dedos, formando uma espécie de pinça.
Na prática eqüestre, há um trabalho muscular específico tanto para a fixação do punho, como para apreensão das rédeas ( trabalho isométrico ). Os músculos flexores e extensores do carpo são os principais grupos musculares localizados nesta segmento.

Quadril
O quadril é de vital importância, em todas as modalidades eqüestres, uma vez que é nessa região lombar da coluna vertebral além do músculo iliopsoas, um dos mais importantes dessa região. Além disso, é onde deve ser absorvido todo e qualquer movimento desnecessário, bem como os impactos originados pelo contato entre o cavalo e o cavaleiro. A solicitação motora, principalmente com relação à flexibilidade e ao equilíbrio, é muito grande, já que, ao estar posicionado sempre em flexão, confere maior estabilidade à posição clássica do cavaleiro.

CoxasAs coxas permanecem estáticas, tendo sua parte medial ( interna ) pousada sobre a sela. Há um trabalho proeminentemente isométrico dos músculos adutores ( daí advém a forma arqueada dos membros inferiores do cavaleiro, comumente chamado de “pernas de cowboy” ). A função estática desse grupo muscular consiste em equilibrar o peso do tronco com relação à inclinação da bacia. Os principais músculos desta região são o quadríceps crural, os adutores, o bíceps crural e os abdutores.

Joelhos
A articulação dos joelhos confere apoio firme à unidade funcional formada pela coxa e pela perna. Além disso, deve ter boa mobilidade, para executar movimentos de amplitude moderada, em flexão e extensão, trabalhando sem nenhum apoio, quer seja no cavalo ou na sela. Para a flexão desta região, os músculos posteriores da coxa, especialmente o bíceps crural, exercem função primordial.

Pernas
Este segmento é de vital importância para a fixidez do cavaleiro, na impulsão, nas mudanças de direção e nas andaduras do cavalo. O trabalho desenvolvido pelos músculos dessa região é predominantemente estático ( isométrico ), com contrações alternadas ao pressionar os flancos do animal. Os principais músculos são os gastrocnêmios e os tibiais.

Tornozelos e pésA articulação dos tornozelos, à semelhança dos joelhos, deve ser flexível para que o pé do cavaleiro se posicione de modo correto, ou seja, em flexão dorsal, e possa executar leves movimentos de extensão, flexão e rotação, de acordo com a necessidade de comandar o cavalo, além de contribuir para a absorção dos impactos.
A flexão dorsal do pé é facultada pela posição do joelho, uma vez que há menor tensão do músculo posterior da perna ( gastrocnêmio ). Os principais músculos que promovem a posição correta dos tornozelos e pés na equitação acadêmica são o tibial anterior e os extensores dos dedos.

domingo, 14 de março de 2010

biologia do cavalo

ORIGEM E EVOLUÇÃO
A investigação biológica e inúmeros descobrimentos paleontológicos evidenciam que as espécies animais conhecidas procedem de outras que evoluíram anteriormente, as quais por sua vez foram influenciadas na sua conformação, características e aptidões, de seus ancestrais.
A evolução do cavalo, cujos antepassados foram estabelecidos com aceitável segurança. A história paleontológica conduz a conclusão de que este respectivo processo iniciou-se na América, em território norte-americano, em zonas adjacentes a Wyoming e Novo México.

Normalmente outros estudiosos dividem os ancestrais, a medida que evoluíram, em quatro fases baseadas na evolução das suas patas para um só dedo, tornando-se portanto um solípede; sendo: Eohippus, Mesohippus, Merychippus e Pliohippus, este último como sendo o indiscutível solípede. Hans Henrich Isenbart, ainda em seu livro o Reino dos Cavalos, introduzia o Miohippus e Parahippus antes do Merichippus e após este Hiparion, para finalmente introduzir o Plesippus entre o Pleohippus. Isenbart ainda afirmou de que o primeiro tipo de cavalo seria descendente direto do Plesippus, denominado de Equus stenonis.
Seus descendentes imigraram ao continente Asiático através do atual estreito de Bering, numa tentativa de sobreviver às profundas mudanças climáticas e topográficas produzidas na época quaternária que extinguiram espécies animais e modificaram substancialmente as características de outras. Na gigantesca fortaleza natural da Ásia central, com planície elevada rodeada por desertos e a barreira montanhosa mais alta do mundo, a do Himalaia, os descendentes dos cavalos primitivos evoluíram lentamente, sofrendo sucessivas transformações, crescendo em tamanho e modificando a sua estrutura, em modo particular, as suas extremidades, enquanto que as éguas perderam os caninos. Em resumo, o cavalo atual segundo paleontólogos, seria um esboço final de uma evolução iniciada há mais de 60 milhões de anos.
No desenvolvimento desta evolução, expandiu-se além da Ásia, por quase toda a Europa e norte da África. Em cada ambiente, adaptou-se ao clima, solo, água e outros fatores inerentes à natureza.
Simultaneamente obrigou-se a desenvolver a sua velocidade para sobreviver aos ataques de outras espécies animais predadoras; explicando-se desta maneira, todos os estágios de sua evolução por que passou, até o cavalo atual.
Veja a árvore genealógica e a evolução estrutural do cavalo.
Fontes:
Internet
El Cavallo de carrera en el mundo- E.S. Blosson
Revista Hippus
The Nature of Horses - Stephen Budiansky



HISTORICO
O cavalo é um mamífero cuja evolução tem iniciado a cerca de sessenta milhões de anos. Estudos mostram que um animal primitivo com cerca de 25 cm de altura da família Eohippus, um ancestral do cavalo, originalmente habitando no norte da América e Europa. Depois migraram para a Ásia e daí para outros continentes. Com a evolução ganharam tamanho e sofreram mudanças pelo corpo inteiro.
O cavalo é membro da mesma família dos asnos e das zebras, a dos eqüídeos. Todas as sete membros da família dos eqüídeos são do mesmo gênero, Equus, podendo relacionar-se entre si e produzir híbridos como as mulas.
O cavalo tem quatro longas patas, são perfeitamente adaptados a diversos esportes e jogos, como corrida, pólo, provas de equitação e até na equoterapia (recuperação da coordenação motora de certos deficientes físicos).
Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para se comunicarem uns com os outros. Vivem em torno de 25 a 30 anos. Esses animais durante muito tempo tiveram um papel importante no transporte, para montaria e puxar carruagem, também nos trabalho agrícolas. Até meados do século XX, exércitos usavam os cavalos nas guerras.
No Brasil o cavalo foi introduzido em três momentos: a primeira leva veio em 1534, na Vila de São Vicente; a segunda em Pernambuco, em 1535; a terceira, na Bahia , trazidos por Tomé de Souza. Fonte de pesquisa: http://www.bussolaescolar.com.br/animais/cavalo.htm

Conhecendo um pouco mais sobre...
Essa aproximação do estudo sobre o cavalo está possibilitando um maior entendimento sobre a vida deste animal, vê que não é somente o ser humano que precisa de amor e carinho, e que esse animal corresponde a maneira no qual a tratamos, e todos temos ciclos de vidas e precisamos respeitar cada etapa.
A gestação de uma égua é de 11 meses. Já tive oportunidade de presenciar um nascimento de um potro logo depois do seu nascimento, o potro está de pé e se aconchegando à mãe para a primeira mamada. As éguas alcançam a puberdade entre 15 e 25 meses, podendo procriar com dois a três anos, embora quatro sejam mais aceitáveis. Os machos, muitas vezes, são sexualmente potentes já com um ano de idade; contudo, na domesticidade, não são usados como reprodutores antes dos três ou quatro anos. Maduro aos cinco ou seis, um cavalo pode viver 20, 30 anos e até mais.
Primeiro Ano de Vida, O jovem potro tem pernas compridas demais para o corpo, segue a cada passo da sua mãe, mesmo que ela é usada para trabalho o pequeno potro o acompanha, só mesmo se prende, a mãe e ele reagem contra a separação. O cavalo cresce na frente, estágio por estágio, à medida que envelhece. Idade Avançada
As articulações podem inchar e a circulação costuma ser menos evidente nos membros. Algumas vezes, os olhos ficam encovados e o dorso mais arqueado que o normal. Os dentes, geralmente, se gastam com a idade, dificultando a mastigação. O processo digestivo também fica comprometido, não sendo nada fácil manter o cavalo em uma condição saudável... Ouvi e vi muito o meu falecido pai fazer e falar, a primeira coisa antes de negociar um cavalo, abria a boca para verificar qual era a idade do animal, Falava também se antigo dono dava sal para o animal, hoje me deparei num texto e lembrei, para o cavalo domesticado o sal é essencial para o equilíbrio dos líquidos no organismo, protegendo-o da desidratação. O sal também tem um papel importante na estabilização do sistema nervoso, músculos e sistema digestivo. A falta de sal pode provocar a desidratação, diminuição da capacidade de trabalho e incapacidade de transpirar.
A insuficiência de sal também pode levar o cavalo a adquirir hábitos indesejáveis, como por exemplo, o de comer as fezes, numa tentativa de repor o nível de cloreto de sódio. Se lhes for dada a oportunidade para isso a maior parte dos cavalos sabe dosar adequadamente a ingestão do sal.
Origem

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origem dos cavalos


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Origem dos Cavalos
tudosobrecavalo 12-03-2008 GTM 1 @ 23:29
Origem dos Cavalos
Os cientistas acreditam que o mais antigo antepassado do cavalo era um pequeno animal com 25 a 50cm de altura. Dão a esse animal o nome científico Eohippus - em português, eoípo.
O eoípo viveu a cerca de 55 milhões de anos na parte do mundo que é hoje a Europa e a América do Norte. Esses cavalos pré-históricos tinham o dorso arqueado (curvo) e o nariz em forma de focinho.
Tinham 4 dedos nos pés dianteiros, e três dedos noss pés traseiro. Cada dedo terminava com um pequeno casco separado. Grandes almofadas resistentes evitavam que os dedos tocassem o chão. Eram essas almofadas que sustentavam o peso do animal.
O mais importante antepassado do cavalo, a seguir, foi o Mesohippus - ou em português mesóipo. Ele viveu a cerca de 35 milhões de anos atrás. O mesóipo tinha em média 50cm de altura, e suas pernas eram cumpridas e finas. Cada pé tinha três dedos, sendo que o do meio era o mais longo.
Há cerca de 30 milhões de anos o mesóipo deu lugar ao Miohippus em português miópio. Este tinha cerca de 70cm de altura, e seu dedo médio era mais comprido e mais forte do que o de seus antepassados.
Animais parecidos com o cavalo continuaram a evoluir, e há cerca de 26 milhões de anos o Merychippus se desenvolveu, tinha cerca de 1m de altura. Como o miópio ele tinha três dedo, entretanto os laterais eram quase inúteis, terminava em um casco curvo que sustentava o peso inteiro do animal.
Em 1 milhão de anos atrás, os cavalos tinham provavelmente a mesma aparência do cavalo moderno pois se tornaram maiores do que seus antepassados. Os dedos laterais se transformaram em ossos laterais das patas e deixaram com que o casco central, grande e robusto, sustentasse o peso do animal. Os dentes também mudaram, passaram a ser mais aptos a comer capim. Os cientistas agrupam esses cavalos junto com seus antepassados em um gênero chamado Equus.
Não se sabe onde se originaram os cavalos de hoje, mas fósseis indicam, que na era glacial, eles viviam em todos os continentes, exceto na Austrália. Grandes manadas vagavam pela América do Norte e Sul. Posteriormente, por uma razão desconhecida, eles desapareceram do hemisfério ocidental.
fonte: Escola Incitatus
referencia:http://pets.cosmo.com.br/info/cavalos/origem.asp

sexta-feira, 12 de março de 2010











dentisao iquina

- suas fases, idade do cavalo, e problemas

Dentição Equina - suas fases, idade do cavalo, e problemas


A dentição de um cavalo é das coisas mais importantes que devemos saber, por várias razões; para constatar o bem-estar do animal, para compreender a sua anatomia e saber como agir com ele, para saber com alguma precisão a idade do animal (para não cairmos em esparrelas), etc...

Ora, tal como nós, também os cavalos têm uma dentição específica, que, no caso deles, distingue machos de fêmeas.Como?Ora, um cavalo adulto macho tem 40 dentes, enquanto que as fêmeas adultas têm 36. Esta diferença deve-se à ausencia dos caninos nas fêmeas.

Além disto, a sua dentição vai sofrendo mudanças ao longo da sua vida, uma vez que sofre desgate e os seus dentes têm crescimento contínuo. As fases são, no total, 7.
Estas mudanças dão-se sempre, mas sempre, das pinças para os cantos, portanto, nos incisivos.

Estrutura de um dente:

Um dente divide-se em 3 partes – a raiz, o colo, e a coroa – e varia de forma consoante a idade do anima, sendo que os dente de leite são mais curtos e redondos e os dos adultos são mais longos e afiados.
Enquanto que nós, humanos, temos dentes sem mesa nos incisivos(o que significa que na ponta mais externa não temos praticamente área, é mais como que uma lâmina) com os cavalos não acontece o mesmo, sendo que eles têm dentes largos na extremidade, para puderem trancar, puxar e rasgar as ervas necessárias, tendo assim maior área de contacto. Esta áera, com o desgaste dos dentes, ao longos do tempo, vai diminuindo.


Constituição da dentição:

Os dentes dividem-se (de frente para trás) em incisivos, caninos(nos machos), prémolares e molares.
Os incisivos são 12 (6 no maxilar superior e 6 no maxilar inferior), os caninos são 4 (no mesmo esquema que os incisivos), 12 prémolares (6 + 6) e 12 molares (6 + 6).
Esta é a dentição adulta.

No caso dos poldrinho, no total, e antes de mudar a dentição, tem 24 dentes dentes caducos. são os 12 incisivos e os 12 molares.


Fases:

A dentição, sofrendo mudanças ao longos dos anos, divide-se em 7 fases.

Fase 1 - Erupção dos Caducos

- Nascem os pinças (dentes incisivos da frente) até à 1º semana de vida;
- Nascem os médios (dentes incisivos seguintes aos pinças) até ao 1º mês de vida;
- Nescem os cantos (incisivos mais das pontas) até ao 6º mês de vida.



Fase 2 - Rasamento dos Caducos

- Rasam os pinças ao ano;
- Rasam o médios ao ano e meio;
- Rasam os cantos aos 2 anos.



Fase 3 - Muda dos Caducos

- Os pinças mudam-se aos 2,5 anos e acabm de crescer aos 3 anos;
- Os médios mudam-se aos 3,5 anos e acabam d crescer aos 4 anos;
- Os cantos mudam-se aos 4,5 anos e acabam de crescer aos 5 anos.






Fase 4 - Rasamentos dos Definitivos

Surgem os caninos nos machos, entre os 5 e 6 anos.

- Começam a rasar os pinças aos 6 anos
- Começam a rasar os médios aos 7 anos;
- Começam a rasar os cantos aos 8 anos.





Fase 5 - Arredondamento dos Incisivos

Nesta fase, os incisivos que antes eram rectos na parte de fora e redondos na parte interior, começam agora a ficar arredondados, devido ao desgaste.

- Os pinças começam a arredondar aos 9 anos;
- Os médios, ao 10 anos;
- Os cantos entre os 11 e 12 anos.






Fase 6 - Triangularidade

Na continuidade do desgaste dos dentes, começa a atingir-se a triangularidade, o que significa que os dentes tomam a forma de triângulos, com o bico virado para dentro.

- Pinças – aos 14 anos
- Médios – aos 15 anos
- Cantos – entre os 16 e 17 anos



Fase 7 - Biangularidade

Nesta fase o ângulo feito entre os incisivos do maxilar superior e inferior começa a agudizar. Até esta data os dentes eram mais ao menos verticais uns com os outros...a partir de agora, começam a ficar em forma de <...progressivamente.



- Pinças – aos 18 anos
- Médios – aos 19 anos
- Cantos – aos 21 anos

Também começa a surgir, perto dos 10 anos, uma linha nos cantos superiores, que começa em cima, perto da gengiva e atinge, aos 20 anos, o fim do dente. Esta linha é conhecida como Linha de Galvayne.



Problemas relacionado com a dentição:

Surgem, por vezes, problemas relacionados com a dentição dos animais. Nestes casos, chamar um veterinário é uma boa opção, uma vez que na maioria dos casos, só a sua intervenção solucionará os problemas.

Dois dos problemas possíveis são:

- A Cauda de Andorinha– consiste numa aresta, formada nos cantos (incisivos), devido a desgaste do dente, na sua parte mais central, pelo que fica com um bico na ponta mais afastada dos pinças. A cauda de andorinha aparece por volta dos 7 anos e novamente por volta dos 13…em ambos os casos acabo por desaparecer, com o tempo e uniformização do desgaste.



(cauda de Andorinha)

Durante esta fase, à que prestar atenção especial às fezes do animal, tentando ver se a situação dentária lhe permite triturar e esmagar bem os alimentos, o que é vital para evitar problemas graves como cólicas.
Já agora…monotorize-se tb se o animal diminui a quantidade de alimento ingerido, ou não.

- o Dente de Lobo – este dente é um dente que cresce, em alguns cavalos (predominantemente fêmeas e de raças mais especificas, como o PSI e PSA), mesmo encostado ao 1º pré-molar, na barra em que funcionam as embocaduras. Como é fácil de perceber, dado que o ferro na boca vai trabalhar a provocar dor num dente e não a tocar na barra, que este traz problemas na monte do animal…que, devido à dor, se recusa a trabalhar, não responde da melhor maneira e até pode ser agressivo em reacção.
Para evitar que estes casos atinjam tais proporções, o melhor método é proceder à remoção do Dente de Lobo, o mais cedo que o mesmo se encontrar, uma vez que em animais velhos, já este dente estará partido.



(dente de lobo)

alberto polo

Oportunidade no Instituto Cavalo Solidário/DF

Segundo Alberto Polo Pereira, diretor administrativo do Instituto, atualmente são cerca de 50 crianças que estão na fila de espera para praticar equoterapia. A intenção é aumentar para 350 o número de crianças para participarem das aulas, continua Alberto O instituto atende ainda cinco jovens da rede pública indicados pela escola por apresentar desvio de conduta. Aos fins de semana, eles têm aulas de equitação e tiram lições de respeito ao próximo e aprendem a conviver em sociedade.

sono de cavalo

last edited by Iris Elisabeth Tempel Costa 3 yrs ago

ESTÁGIOS DO SONO

Como você se sente depois de uma noite ruim e de dormir pouco? Péssimo, não é? O seu cavalo também precisa ter uma boa noite de sono e pode acordar de mau-humor!

Portanto, não o perturbe! Ainda mais por possuírem diferentes níveis de relaxamento durante o sono e poderem até sonhar.



O seu cavalo só dormirá tranqüilo se tudo estiver seguro, portanto, o fator mais importante é a segurança.

Observa-se que cavalos domésticos, acostumados a dormir protegidos em baias, quando soltos em pastos, lugares abertos e grandes, tornam-se agitados e dormem pouco até se acostumarem com a rotina do local e ter certeza que estão seguros para dormir profundamente. Enquanto um grupo dorme, um dos membros fica de sentinela.



Saiba que os cavalos podem dormir em pé e até possuem ligamentos especiais nos membros posteriores, que lhes permite sustentar-se enquanto dormem. Conhecendo as posições dos cavalos, você pode saber em que estágio está o sono e em que estágio está o relaxamento do animal, pois se refletem na posição em que dormem.

De acordo com o estágio de sono, o animal recebe diferentes estímulos cerebrais.



Um estágio bem interessante é o do sono médio pois, durante o estágio as ondas cerebrais atuam como se o animal ainda estivesse acordado e seus olhos parecem piscar mesmo estando fechados. Neste período do sono o corpo descansa enquanto o cérebro continua em atividade.




Detectando o sono



Sono Profundo - no sono profundo o animal deita-se totalmente sobre um dos lados do seu corpo, mantendo inclusive um dos lados da cabeça e do pescoço encostados no chão, numa postura de completo relaxamento.



Sono Médio - no sono médio o cavalo deita-se sobre a coxa e a paleta do mesmo lado, flexionando os membros colocando as patas quase debaixo do corpo e a cabeça pode estar erguida ou com focinho apoiado no solo. O período desse sono é importantíssimo para o descanso e a tranqüilidade do seu animal.



Sono Superficial - o sono superficial é quando o cavalo se encontra numa dormência muito leve. Ocorre com maior freqüência com os cavalos adultos, que passam grande parte do seu sono em pé, por possuírem os ligamentos especiais.



Entre esses três estágios de sono, o cavalo gasta em média 6 a 8 horas por dia. Uma das regiões do cérebro que continua em atividade é o córtex. O animal só relaxa completamente durante o sono profundo, quando se deita sobre um dos lados do seu corpo.



FONTE: http://www.hipismobrasil.com.br/o_cavalo/estagios_do_sono.asp





Questão de sobrevivência



Assim como os outros animais, o cavalo também dorme. Porém possui uma particularidade, dorme por intermitência. Ao invés de seriar os ciclos de sono um após o outro, ele dorme um ciclo completo de sono de tempos em tempos. Estudiosos declaram que essa particularidade do sono do cavalo é herança de seus ancestrais selvagens que viviam a céu aberto de forma nômade em busca constante de água e comida. Eram presas fáceis para os grandes animais carnívoros. Por conta disso, nas manadas selvagens sempre havia uma vigília encarregada de dar alerta em caso de perigo.

Os cavalos atuais também comportam-se dessa maneira. O instinto de sobrevivência ainda reflete na vida desses animais, quando estão em grupo e a céu aberto, enquanto a maioria dorme, um pelo menos fica de vigia e após um determinado tempo fazem uma espécie de revezamento.



FONTE: NAVIAUX,J.L.; Cavalo na saúde e na doença,2e., São Paulo, Livraria ROCA,1988,285p.





Para uma boa noite de sono



O sono, em geral, é definido como um estado natural de repouso físico e mental para qualquer ser racional ou irracional.

Mas é verdade também que esta definição de sono está sendo reavaliada dia após dia. Quem fala muito neste assunto são os psiquiatras e os psicólogos, que tentam explicar a sociedade contemporânea na qual muitas vezes não estamos adaptados a acompanhar as mudanças do dia a dia. Caímos na ansiedade, insônia e tantos outros nomes que a maioria das pessoas conhecem muito bem.

Como você se sente depois de uma noite ruim e de dormir pouco?

Mal...péssimo e ninguém chega perto. O seu cavalo também é assim. Precisa ter uma boa noite de sono.

Para manter a boa saúde o cavalo deve dormir bem. Para dormir tranqüilo, deve se sentir seguro.

O cavalo só dormirá tranqüilo se tudo estiver seguro, como já descrevemos no texto anterior. O instinto de defesa requer que esteja sempre pronto a fugir, quando surpreendido. Pequenos movimentos, ruídos, fazem o animal levantar as orelhas e sair em movimento.



A esta altura, pode-se afirmar com toda certeza: os animais dormem das mais variadas formas possíveis e, conforme o texto descrito acima, os cavalos podem dormir em pé por possuirem ligamentos especiais nos membros posteriores, que lhes permite sustentar-se nesta postura, enquanto dormem.

Muitos animais, no entanto, não podem dormir em sono profundo como nós, porque, certamente, seriam presas fáceis para os predadores. Assim, eles possuem vários mecanismos para permanecerem vigilantes.

casquiamento

CASQUEAMENTO


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Aprumos

O aspecto geral dos membros de sustentação do cavalo, como posição das patas, arqueamento dos joelhos, entre outras características, é chamado de aprumos. Na natureza, nem sempre os animais são perfeitamente aprumados, por isso é necessária uma boa escolha para a criação de cavalos.
Um cavalo bem aprumado tem maior chance de render tudo o que se possa esperar dele. Com certeza, animais bem aprumados realizam movimentos locomotores muito melhores, e para que seu cavalo esteja em perfeitas condições, seja qual for o uso dado a ele, não hesite em chamar um veterinário ou um ferrador bem condicionado. Com esta ajuda, o seu animal ficará mais bonito, saudável, e bem aprumado.









Ideal
Quartelas abertas
Joelhos arqueados
Fechados
Joelhos juntos e
quartelas abertas
Joelhos fechados
Mão de periquito










Ideal
Aberto detrás
Pés de periquito e jarretes abertos
Fechado detrás
Jarrete de vaca
(fechado)







Ideal
Debruçado
Acampado
Ajoelhado
Transcurvo







Ideal
Transcurvo detrás
Acampado detrás
Jarrete reto






Cascos

Desarmonias do corpo








Morfologia do casco




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Falanges vistas de frente




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Vista de trás



O "Equilíbrio" do Casco

Afirmar que o casco é uma peça-chave no que diz respeito à funcionalidade do cavalo é, certamente, uma frase muito pouco polêmica.
Afirmar que um cavalo bem ferrado deveria apresentar cascos perfeitamente equilibrados também não provocará grande divergência de opiniões. Mas estou certo de que poucos assuntos provocarão tanta divisão quer entre ferradores quer entre médicos veterinários como a definição de "equilíbrio" do casco.
Existem vários parâmetros que nos poderão ajudar a definir o equilíbrio do casco e podemos dividi-los em dois grupos: aqueles que definem um equilíbrio morfológico, isto é, que consideram como base a simetria do casco e o "equilíbrio" das suas formas físicas, e aqueles que definem um equilíbrio dinâmico, que avaliam a direção do movimento do membro entre as fases de apoio, o modo mais ou menos "plano" como o casco entra em contato com o solo e como depois o abandona, etc...
Idealmente, poderíamos então definir um casco "bem equilibrado" como um casco de formas simétricas e com um padrão de movimento simétrico, em que as paredes interna e externa entram em contato com o solo simultaneamente, e sem desvios para o interior nem para o exterior durante a fase de suspensão.
Na prática, infelizmente, essa situação não existe. Como tal, é muitas vezes necessário optar entre dar prioridade à morfologia ou à dinâmica, e é neste ponto que reside maior controvérsia.
O que fazer então quando nos deparamos com um cavalo com um casco simétrico mas com apoio assimétrico, ou seja, um dos lados do casco entra em contato com o solo um pouco antes do outro? "desequilibramos" o casco para conseguir um apoio simétrico? E um cavalo com um casco assimétrico mas com apoio simétrico? Aparamos o casco de modo a que fique mais "equilibrado", provocando deste modo um apoio assimétrico?
Evidentemente que não há respostas absolutas para este tipo de questões, há que analisar os casos individualmente e ter em conta uma série de fatores: conformação, idade, atividade na qual o cavalo é utilizado, etc...

Todo o membro deve ser observado para que melhor se compreendam os efeitos que determinada "correção" pode ter sobre os aprumos. Por exemplo, é comum afirmar que um cavalo esquerdo (cavalo que apresenta uma rotação da extremidade dos membros anteriores para fora) deve ser corrigido "baixando" o casco do lado de fora, isto é, cortando mais a parede externa do casco. Ora, o que geralmente acontece com este tipo de conformação é que se costuma desenvolver em cavalos abertos de frente, isto é, cavalos que apóiam os membros anteriores mais afastados um do outro quando parados e vistos de frente, o que origina um maior esforço sobre o lado interno dos membros e, conseqüentemente, um maior desgaste da parede interna do casco.
Portanto, ao "baixarmos" a parede externa do casco, estamos a tentar equilibrar a distribuição do peso, aliviando todo o lado interno do membro.
Por outro lado, um outro cavalo, também esquerdo mas que seja tapado de frente (apoiando os membros mais perto um do outro formando como que um "V" quando visto de frente) já desgasta mais a parede externa do casco, pelo que não faz sentido "baixá-la" ainda mais.
Outro aspecto a ter em conta, como já referimos, é a idade. Quando falamos de cavalos adultos já não podemos corrigir, limitamo-nos a compensar e melhorar aprumos e outras características ligadas aos andamentos (por exemplo, evitar que um cavalo se toque ou se alcance). Qualquer tentativa de correção propriamente dita deve ser feita antes dos 9-12 meses de idade, pois nesta idade já as chamadas placas de crescimento (local dos ossos longos onde ocorre o crescimento em comprimento) dos ossos das extremidades dos membros estão "soldadas". Daí se compreende a importância do acompanhamento, por parte do ferrador, do crescimento dos cascos nos poldros logo a partir das primeiras semanas. Nesta tenra idade, umas pequenas passagens com a grosa podem ter um valor incalculável meses ou mesmo anos mais tarde.
Em conclusão, ao analisar os cascos de um cavalo adulto é importante observá-lo tanto parado como em movimento, devendo os cascos ser aparados de modo a proporcionar uma distribuição uniforme do peso, evitando "correções" radicais e não comprometendo a normal expansão dos quartos e talões através da colocação de cravos demasiado atrasados ou ferraduras demasiado pequenas. Independentemente da forma material das ferraduras utilizadas, devemos procurar uma ferração com a qual o cavalo se sinta o mais confortável possível, em vez de o tentar corrigir em função de um aprumo ideal que não existe.




Um depoimento:



Por Jaime Granja:

Vamos falar de casqueamento de um potro recém-nascido. Um potro deve começar fazendo o traba-lhao de casqueamento com menos de um mês de vida. Se esse potro for "bom de aprumo", esse trabalho deve ser feito a cada 30 dias. Caso tenha problemas de aprumo, desvio de joe-lhos ou jarrete, há necessidade de casqueamento de 15 a 20 dias. O tempo para se corrigir estes problemas é de até os seis meses de idade. Sempre que o ferrador ou casqueador tiver alguma dúvida, a melhor atitude é pedir ajuda a um veterinário especializado."Eu como ferrador há mais de 15 anos e treinador há mais de 25 anos, prefiro fazer o primeiro ferrajeamento quando vou iniciar a doma, após os dois anos de idade. Este trabalho só é feito antes desta idade caso o potro tenha algum problema for participar de competição ou até mesmo de um leilão", afirma Jaime. Isto evita que os cascos se danifiquem.Existem vários tipos de ferrajeamento. Para cada modalidade esportiva existe uma maneira dife-rente de ferrajear, além de ferrajeamento ortopédicos que são usados nos casos de laminite, problemas de navivular, ostóites podal, fraturas de terceira falange e tendinite. "Já peguei vários casos de animais com problemas graves, mas com ajuda de veterinários e ferrajeamento ortopédicos, hoje estes animais estão ótimos, trabalhando e ganhando provas".O tempo máximo que dura um ferrajeamento é de 40 dias. Passado este tempo, os cascos compridos, mesmo com o cavalo parado, forçam os tendões e os boletos. Muitos perguntam se este serviço causa dor ao animal. Muito pelo contrário. Se for feito por um profissional consciente, além de proteger o cavalo contra problemas futuros, dá mais velocidade e protege os cascos.Colaboração: Jaime Granja tem um centro de treinamento junto com Paulo Granja, na cidade de Piracicaba, rodovia Piracicaba-Anhumas, km 12, bairro Volta Grande, fone (19) 9781-4692.



Anatomia dos membros:



1.Ossos: O membro posterior, logo abaixo da bacia ou pélvis, consiste do fêmur, da patela (correspondente ao joelho humano), e depois de tíbia e fíbula, os quais ficam em posição paralela entre si. Em seguida, o tarso ou jarrete‚ composto por seis ossos, dos quais o maior é o calcâneo, que forma a ponta do jarrete e corresponde ao calcanhar humano. Em seguida, há o metatarso, com dois metatarseanos acessórios, e as falanges, que compõem o sistema digital: primeira falange (proximal), segunda falange (média), e terceira falange (distal); esta última é o osso do casco. No caso existem ainda os ossos sesamóide distal e navicular. Entre o metatarso principal e a falange proximal, estão os dois sesamóides proximais. O membro anterior inicia na escápula, que se articula com o úmero. Este se encontra com os dois ossos do antebraço, o rádio e a ulna. A extremidade distal da ulna é o olécrano, que corresponde ao cotovelo humano. Rádio e ulna se ligam ao metacarpo através de um conjunto de oito pequenos ossos, os carpeanos (correspondentes ao pulso, no ser humano. Tal como no posterior, no anterior o metacarpo tem dois metacarpeanos acessórios. A estrutura da parte inferior do membro anterior é idêntica à do posterior.

2. Articulações, ligamentos, tendões As extremidades de cada osso longo são cobertas pela cartilagem articular, a qual forma a movimentação das extremidades ósseas entre si praticamente livre de atrito. A cartilagem também distribui sobre uma área mais ampla as forças e tensões às quais o membro é sujeito, diminuindo o desgaste da estrutura. Toda articulação (junção entre dois ossos) é formada por uma cápsula articular, que contém a bainha de cartilagem, a membrana sinovial e o líquido sinovial. As articulações são estabilizadas e conectadas entre si, ao esqueleto, e aos músculos através de tendões, ligamentos e cápsulas articulares: os dois últimos conectam ossos entre si, enquanto os tendões ligam músculos a ossos. Tendões e ligamentos são compostos principalmente de colágeno.



Patologia e afecções do aparelho locomotor Problemas típicos do cavalo jovem:



1. Deformidades angulares dos membros: causada por crescimento desigual dos membros. Tratamento por

casqueamento ou cirurgia, dependendo do caso. Para a normalização, é importante que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível.

2. Epifisite: aumento da placa de crescimento dos ossos longos, geralmente associado a alimentação excessivamente rica.

3. Fraqueza dos tendões flexores: presente nos recém-natos, pode envolver os quatro membros ou apenas os posteriores. Geralmente tem resolução espontânea.

4. Deformação congênita do aparelho flexor: os potros são incapazes da extensão completa da articulação afetada; pode ser congênita: secundária ao mal posicionamento do feto na gestação, ou a predisposição genética. adquirida: derivada de dor crônica que leva a menor apoio do membro; a dor pode ser causada por Epifisite ou doenças infecciosas, entre outras. Pode exigir terapia, tal como colocação de aparelhos ortopédicos ou mesmo cirurgia.

5. Ruptura do tendão extensor digital comum: presente no parto, nem sempre reconhecida, manifestando-se por inchaço na parte cranial do corpo. Costuma se resolver com tratamento ortopédico.

6. Lesões da epífise: traumas na placa de crescimento dos ossos longos, podendo resultar em irregularidade no crescimento daquele osso, resultando em claudicação crônica.

7. Artrite/epifisite infecciosa: infecção bacteriana de uma ou mais articulações, por vezes secundária à contaminação do coto umbilical. Pode resultar em septicemia (infecção generalizada) e morte do potro.

8. Osteocondrose: disfunção da cartilagem de crescimento, podendo resultar em osteocondrite dissecante (OCD), provavelmente relacionada a fatores nutricionais.

9. Ossificação incompleta do carpo e/ou tarso: fatores de deficiência nutricional ou predisposição individual podem resultar em deformidades angular ou de flexionamento em carpo ou tarso, que mais tarde resultam em deficiência de aprumo acompanhada ou não de claudicação (ex.: jarrete de vaca). Pode ser corrigido por medidas ortopédicas.

10. Exostose hereditária múltipla: presença de sobreossos múltiplos nos diversos ossos do corpo. Condição hereditária, nem sempre associada a claudicação, porém prejudicial do ponto de vista estético e às vezes funcional, dependendo da localização do sobreosso. Não há tratamento conhecido.



Problemas músculoesqueléticos ocorrendo em cavalos de qualquer idade .



1. Osteíte, osteomielite, sequestro ósseo: condições inflamatórias do osso, geralmente provocada por infecção secundária a trauma (contaminação). Exige tratamento local e as vezes sistêmico. Se evoluir para osteomielite, o prognóstico passa a ser reservado.

2. Osteodistrofia fibrosa (cara inchada): disfunção generalizada causada pela deficiência de cálcio associada ao excesso de fósforo na dieta, levando à desmineralização óssea.

3. Fraturas: geralmente causam claudicação e edema do membro afetado. Tratamento c cura dependem da idade do animal, localização da fratura, presença de comprometimento articular, bem como diagnóstico e tratamento precoces. Obs: Existem inúmeros tipos de fraturas, cuja gravidade e tratamento depende do osso onde ocorrem, região afetada do mesmo, causa da fratura, etc. Elas serão descritas mais detalhadamente num artigo futuro.



Problemas articulares



1. Ovas: aumento crônico de volume da articulação, de etiologia exata desconhecida porém geralmente associada a atividade intensa. Pode ter relação com deficiência de conformação. Geralmente não ocorre manqueira.

2. Sinovite traumática: consequências de traumatismo articular, geralmente em carpo e boleto de cavalos de corrida jovens. Pode estar associada a aumento de volume ósseo. Corresponde bem a uma combinação de repouso, tratamento típico e fisioterapia.

3. Entorses e luxações: causa traumática. Entorse é a ruptura total ou parcial dos ligamentos de uma articulação; na luxação, ocorre o deslocamento total ou parcial dos componentes da articulação. No deslocamento parcial (subluxação), o tratamento pode ser conservativo, enquanto que nas luxações completas, o tratamento é geralmente cirúrgico.

4. Doença articular degenerativa: deterioração progressiva cartilagem articular, acompanhada de proliferação óssea na região. Origem infecciosa ou traumática, neste caso, pode ser aguda ou crônica (desgaste acumulado).



Problemas de tendão



1. Tendinite: inflamação do tendão, secundária a exercício excessivo ou trauma. Mais frequente no tendão flexor digital superficial em cavalos de atividade intensa. Corresponde a uma ruptura das fibrilas do tendão, que pode ser parcial ou total. 2. Tenosinovite: inflamação da membrana que reveste o tendão, podendo ser ideopática (sem causa definida), aguda, crônica ou infecciosa.

3. Laceração da bainha do tendão: traumatismo rompendo a bainha que envolve o tendão. O tratamento pode exigir imobilização por gesso, além de medicação para evitar infecção secundária.

4. Luxação do tendão: deslocamento do tendão flexor digital superficial do posterior, geralmente secundária a traumatismo do jarrete. Requer tratamento cirúrgico.

5. Ruptura traumática do tendão: é mais comum no membro posterior. Requer repouso completo e às vezes correção cirúrgica.

6. Ruptura degenerativa do tendão: as diversas causas degenerativas que podem comprometer os tendões incluem infecção, complicações do mal do navicular, ou secundária à neurectomia. O tratamento nem sempre é bem sucedido.

7. Corte do tendão: o trauma cortante é bastante comum, geralmente causado por arame. Limpeza completa e frequente ‚ necessária junto com repouso e administração de medicamentos. A cirurgia às vezes é necessária. É muito importante que sutura ou cirurgia sejam feitas o mais rápido possível após o acidente.



Problemas dos ligamentos



1. Desmite do ligamento suspensório: secundária a esforço excessivo durante o treinamento. Treinamento similar ao das tendinites.

2. Esparavão: inflamação e espessamento do ligamento plantar, que é quem envolve o osso calcêno do jarrete. Pode haver formação de sobreosso nos casos crônicos. O grau de claudicação depende da conformação.

3. Ruptura do aparelho suspensor: ocorre ruptura de uma ou mais das estruturas de suspensão do boleto, geralmente em cavalos de corrida e as vezes nos de salto. O tratamento exige imobilização imediata e cirurgia, e o prognóstico é reservado. 4. Desmite do ligamento sesamóide distal: ocorre secundária a entorses ou fraturas, levando a manqueira aguda. Pode haver sobreossos nos casos crônicos. A reconvalescença é demorada e a reincidência elevada.



Problemas do casco



1. Laminite: inflamação das laminas do casco, que ligam a Falange a parede do casco. Pode ter uma variedade de causas, desde traumáticas a processos tóxicos. Atinge geralmente os anteriores, e vai se agravando progressivamente, se não diagnosticada e tratada a tempo. É, uma condição muito dolorosa, que exige tratamento de emergência para evitar a rotação da falange.

2. Doença do Navicular: uma das causas mais comuns de claudicação intermitente dos anteriores. Degeneração do osso navicular, geralmente causada por conformação deficiente aliada a trabalho intenso. Tratamento apenas paliativo, com a neurectomia sendo o recurso extremo.

3. Fratura do Navicular: ocorre raramente, devido a fratura ou secundária a doença do navicular. A cura completa ‚ muito difícil, limitando a utilização futura do animal.

4. Talões rebaixados: colapso do tecido entre os talões, causado pelo desequilíbrio do casco devido a casqueamento e ferrageamento inadequados. Os sinais clínicos podem ser similares a doença do navicular. O tratamento é centrado no reequilíbrio dos talões através de um casqueamento correto.

5. Osteíte podal: vascularização e desmineralização da terceira falange, geralmente causada pela inflamação resultante de concussão repetida. Pode estar associada a doença navicular. O tratamento inclui o ferrageamento com palmilhas, bem como a eliminação da causa do problema (ex.: trabalho em piso duro).

6. Fraturas de terceira falange: problema raro, geralmente resultando do exercício em piso duro. Diagnóstico confirmado por radiografia. A recuperação pode levar até um ano, porém a recuperação é boa, desde que a fratura não tenha envolvido a articulação.

7. Casco encastelado: considerado uma forma avançada de artrite degenerativa, causada por crescimento ósseo na região do processo extensor da terceira falange. Pode ser secundário a fratura, inflamação, ou a outros traumas. A claudicação depende da intensidade do encastelamento. A terapia depende da causa, e o prognóstico é reservado quanto a ausência de claudicação a longo prazo. Referência: UC-Davis Book of Horses, Veterinary Notes for Horse Owners, Enfermidades dos Cavalos (Armen Thomassian)



Uma crônica ... Trabalho do ferrageador:



Quando o homem domesticou o cavalo e começou a usá-lo como meio de transporte, a primeira limitação que encontrou foi em relação aos cascos. Em terreno macio, o desgaste era pequeno, mas existia. Em solo pedregoso e acidentado, os cascos quebravam muito facilmente, inutilizando temporariamente o animal. Para proteger os cascos, foram feitas diversas tentativas com materiais ao alcance daqueles pioneiros - couro, cordas etc. - até que chegaram ao ferro moldado no formato dos cascos, a conhecida ferradura. A especialização foi se firmando e a figura tradicional do ferrador - de avental de couro, empunhando um martelo e uma ferradura em brasa na frente de uma bigorna - tornou-se há muito conhecida de todos, mas chegou a nossos dias com poucas modificações. Hoje, a finalidade primordial continua a mesma: proteger os cascos e corrigir problemas de aprumos e outros de ordem interna (navicular, calcificação das cartilagens alares, 3a falange etc.). Porém, nos últimos 15 anos, houve um avanço tecnológico muito grande no setor, com o surgimento de novidades até pouco tempo inimagináveis, que agora fazem parte do cotidiano dos ferradores mais atualizados. A evolução começou quando Riki Ridden e David Duckett, dois dos mais conceituados ferradores norte-americanos, resolveram estudar o equilíbrio dos cascos e chegaram a um novo conceito, que foi chamado de four point trim ou corte dos quatro pontos. Essa técnica estabelece dois pontos a frente do casco (visto pela palma), ladeando a pinça, e outros dois em cima dos talões, ladeando a ranilha. São também chamados de pilares, termo muito adequado porque, de acordo com os estudos, suportam todo o peso, quer seja em repouso, quer em atividade, em linha reta ou em curva, quando o peso incidente aumenta muito. Posteriormente, dois outros técnicos, Gene Ovnicek, norte-americano, e Cristopher Politt, australiano, estudando cavalos selvagens e observando o desgaste normal dos cascos, chegaram a um conceito de equilíbrio chamado natural balance, com menos casco na frente (pinça) e um formato arredondado no perfil, exatamente o formato que o desgaste natural proporciona. Essas duas técnicas - four point trim e natural balance - são compatíveis e a combinação delas é usada pelos melhores ferradores. No Brasil, um deles é Ricardo Corrêa Dias de Moraes, médico veterinário formado em 1981 pela USP, que em 1993 também passou a exercer a profissão de ferrador. Antes, em 1976, Ricardo já havia feito um curso com o mestre ferrador Donald Curtis, vindo de Newmarket, Inglaterra, para um seminário no Posto de Fomento do Jockey Club de São Paulo, em Campinas. Depois, formado, com residência no jockey em 1981/82, mais cinco anos com o veterinário Thomas Wolff e outros cinco como veterinário responsável pelos cavalos da Pamcary, famosa coudelaria de salto de São Paulo, decidiu combinar as duas atividades, adotando uma atitude de primeiro mundo porque, nos EUA, os melhores ferradores, como Rick Redden, Burney Chapmann (especialista em aguamento) e Cristopher Pollit, são veterinários de formação. Em São Paulo, há mais três nas mesmas condições: Fábio Furquim, de Araçatuba; Carlos Akira, de Garça; e Edson Pagotto, de Pirassununga. Ricardo é especialista em cavalos com problemas. Um de seus clientes é o Haras San Francesco, da raça PSI, onde atende o reprodutor Choctaw Ridge, que tem dores lombares. Com ferraduras especiais, criadas para dar mais apoio nos posteriores, conforme solicitado pelo veterinário Jorge Teivellis, a dor deve aliviar e Choctaw Ridge poderá realizar as coberturas da próxima temporada de monta com tranqüilidade. Ele atende também o garanhão Embaixador, da raça Andaluz, que custou US$200 mil, teve aguamento das quatro patas em agosto do ano passado e perdeu todos os cascos. Nesse caso, Ricardo usou uma técnica chamada ressecção de parede, desenvolvida nos EUA e Austrália, que tem mais de 20 alternativas diferentes de uso. Cabe ao técnico selecionar a mais adequada para cada caso. Devido ao desconhecimento do método por parte dos veterinários e ferradores, essa técnica foi malvista durante muito tempo, segundo Ricardo. Por conta disso, ele pesquisou, aprendeu e usou a correta para o caso de Embaixador que, passados apenas nove meses, já está galopando. Outro sucesso dessa terapia foi com Dólar, reprodutor Andaluz do Haras Vale do Aretê, de Araçariguama (SP). Uma das bandeiras defendidas pelo veterinário é quanto a formação dos ferradores. Na Inglaterra, por exemplo, existe escola própria e ninguém pode exercer sem o diploma. Nos EUA, são classificados por conceito - algo mais ou menos como o handicap dos polistas - e representados por uma forte associação de classe. Outra preocupação dos criadores e proprietários de cavalos de todas as raças deveria ser com cursos de atualização dos ferradores, como já fez James McFarland, que trouxe Kappy Kaplan dos EUA, um top que faz parte do Hall of Fame do Kentucky. Mais recentemente, a Thoro'Bred trouxe Tom Currel, e a Matheis Borg, o especialista Grant Moon. Caio Flávio Stettiner, representante oficial Thoro'Bred no Brasil, incentivou a vinda de Tom Currel também para apresentar as últimas novidades da empresa, como a world racing plate, uma ferradura baseada no casqueamento dos quatro pontos e que facilita o break over, fazendo o cavalo andar mais com menos esforço físico, poupando tendões e ligamentos.



DIFERENÇAS NO ENDURO

José Ocimar de Oliveira, que foi aluno de Ricardo Moraes, é ferrador há apenas três anos, mas sempre teve simpatia pela profissão e habilidade para trabalhos manuais. Nascido e criado em Bragança Paulista (SP), cidade onde há muitos praticantes de enduro, nada mais natural que a maioria dos clientes fosse dono de cavalos para esse esporte. Daí para virar especialista nessa modalidade não foi difícil, embora atenda alguns cavalos de adestramento. A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) o convocou para a equipe brasileira que foi a Dubai disputar o Mundial de Enduro, por indicação dos próprios cavaleiros. Ocimar atende os cavalos de Eliana Rocha Leão, de Gerson Vieira (que foi a Dubai como veterinário), Ariel Adjiman e de outros enduristas. As ferraduras dessa modalidade eqüestre são completamente diferentes. Os cavalos de enduro precisam de palmilhas - de poliuretano - para proteger a palma do casco e servir de amortecedores, visando reduzir o efeito dos impactos em solo duro ao fim de longas distâncias. O casqueamento desenvolvido por Ocimar tem como base, além dos quatro pontos de corte, o natural balance, aproveitando o rolamento das pinças nas mãos e deixando a frente quadrada nos pés. Esse corte atrasa a saída dos cascos do chão, mudando o ponto de quebra, o que alonga o passo, economizando movimento e energia. Alguns centímetros a mais por passada representam muitos lances a menos num percurso de 160 km. A mesma técnica é usada para os cavalos de adestramento, em que a elegância no andar é a exigência máxima, fazendo com que cavalos de passada curta acabem "transpistando", ou seja, o pé passa a frente do local onde estava a mão. Para o Mundial de Dubai, Ocimar de Oliveira usou ferraduras natural balance shoes da Thoro'Bred - outra das novidades trazidas por Caio Flávio, também ele um casqueador experiente - nas mãos, e de ferro nos pés, todas com palmilhas para os cavalos brasileiros, e, para os cavalos norte-americanos, que foram usados por parte da equipe do Brasil, ferros tipo snikers - ovais, de borracha, com miolo de alumínio e um furo pequeno no centro -, que protegem a palma e proporcionam o amortecimento. Em função desse trabalho, a equipe foi a segunda mais elogiada no que tange às ferraduras. Em todos os campeonatos brasileiros e paulistas, Ocimar de Oliveira é o ferrador oficial pela Liga de Cavaleiros de Enduro Eqüestre, tendo ainda participado dos Jogos Mundiais da Natureza, em 1997, na costa oeste do Paraná, de Foz de Iguaçu a Porto Mendes.



RESULTADOS DO SALTO

No feet, no horses, dizemos ingleses. Cezar Rodrigues Craveiro Filho, ferrador oficial da empresa Trovatto Farrier, de Curitiba, especialista em ferrageamentos especiais e correções de casco, representa bem o sentido dessa frase nos seus 37 anos de profissão. Irmão caçula de outros dois ferradores, Cezar é um dos mais conceituados profissionais do momento, em um trabalho aprimorado depois de acompanhar, com sucesso, a equipe brasileira que disputou a Copa do Mundo na Suécia, em 1998, além de outros campeonatos internacionais pela Europa, sempre prestando serviços aos animais dos cavaleiros Álvaro Afonso de Miranda Neto (Doda), Nelson Pessoa (Neco), seu filho Rodrigo Pessoa e Fábio Antonio Boson. Um de seus trabalhos na Europa foi com Vivaldi, de Neco Pessoa, que tinha problemas há três anos. Outros ferradores já haviam tentado, sem sucesso, recuperar seu desempenho. Cezar, ferrou Vivaldi que, logo depois, ganhou um campeonato na Itália. Ipiranga Pamcary, quando ainda era de Doda, teve problemas no navicular e calcificação das cartilagens alares (osteíte). Cezar não revela segredos profissionais mas a atuação de Ipiranga em 1998 - quando foi campeão da série Proprietário Master no Ranking da Hípica Paulista, e vice-campeão do Troféu Eficiência pela Federação Paulista de Hipismo, agora com o cavaleiro José Augusto Novaes Silva Filho - atesta sua recuperação.



AGARRADEIRAS NO TURFE

O turfe é uma das atividades que mais exprime a vocação do cavalo para as competições, em que diferenças milimétricas decidem a consagração ou a derrocada de linhagens sangüíneas e profissionais dedicados. Nesse setor, não existem meias medidas. Ferraduras corretivas quase não são vistas nos hipódromos porque se um cavalo precisa delas, certamente, não servirá para o esporte, com raras exceções. Carlos Gilberto de Oliveira é ferrador desde 1978. Thignon Lafré, April Trip, Curitiba e outros campeões já foram ferrados por ele. Atualmente, é responsável pelos ferros do tríplice coroado paulista Quari Bravo, do Haras Phillipson, e de Jack Grandi, do Stud Tevere, melhor corredor em pista de areia do país, que foi vendido para o turfe norte-americano. A mais recente novidade são as agarradeiras, como as que usava Jack Grandi quando quebrou o recorde para a distância no GP Bento Gonçalves - 2.400 metros em 2'28"5 - no final do ano passado, no hipódromo do Cristal, em Porto Alegre. Segundo Gilberto, as agarradeiras são extremamente eficientes em pistas compactadas, como a do Cristal, Tarumã, Palermo e La Plata, mas perdem resultado em areia muito solta, como Cidade Jardim e Gávea. Caio Flávio, entretanto, defende sua utilização em qualquer tipo de terreno, pela firmeza conseguida nas arrancadas violentas - um PSI vai de zero a 60 km/h em três ou quatro lances - e nas curvas, quando o posicionamento ideal confirma ou invalida a chance do animal. Para o veterinário Antônio Luiz Cintra Pereira, o Tolu, as agarradeiras "estão se mostrando eficientes em qualquer tipo de terreno, e seu uso deve ser incentivado, pois realmente melhoram o desempenho".Para Tolu, que atua como supervisor de treinamento no CT Porto Feliz (SP), o único empecilho é o preço: "Isso impede que muitos treinadores de recursos financeiros menores possam comprar as ferraduras; e o ideal é que todos os cavalos usem, pois assim haverá um maior equilíbrio técnico nas corridas", finaliza.

Cavalo Completo