segunda-feira, 29 de março de 2010

doma traticiona

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DOMA TRADICIONAL

Infelizmente, a doma antiga, conhecida como doma tradicional, ainda é praticada em muitas fazendas e haras, em diversas regiões. O principio é o uso da violência. O cavalo é tratado como um animal selvagem, submisso pelo medo, dor, cansaço. É laçado, às vezes até derrubado, suas orelhas são torcidas pelas mãos rudes dos peões, seu lábio superior é torcido pelo cruel instrumento de contenção conhecido como cachimbo. Amarrado com a cabeça rente ao esteio, recebe a embocadura de forma ríspida e seus olhos são tapados para receber a manta e a sela. É selado na primeira aproximação. Alguns peões, pseudo-treinadores, adotam o método de conduzir na guia antes de montar, corcoveiam muito, até cansar. Outros peões, para demonstrar coragem, montam para uma platéia que aplaude quanto mais o cavalo corcovear.

Ao longo da cerca de curral o cavalo é “quebrado”, para a direita e esquerda. Já no primeiro ou segundo dia, sai para o campo ou estrada tendo como guia um cavalo madrinha. O uso de “madrinha” gera um cavalo indeciso, confuso, medroso, quando comandado para ir sozinho. Pelo método da doma tradicional, os potrinhos apartados são “quebrados de pescoço” também com o uso de um cavalo madrinha.

O cabo do cabresto é amarrado na cauda e a cada tentativa de disparar, o potrinho recebe um violento tranco no queixo. cavalo madrinha.

Em várias regiões embocaduras severas, e outros tipos de contenção, são utilizados no processo da doma. No Nordeste, o cabeção é um exemplo clássico, também chamado de “cortadeira”(foto1), pois a cabeçada é ligada a um arco em aço, com dentes cortantes, que atuam na região do chanfro. Com frequencia, muitos cavalos trotadores mudam o andamento para andadura clássica, popularmente chamada no Nordeste de “Passada”.


Cabeção, usualmente utilizado na doma chucra na região do Nordeste


Arreamento característico de cavalo no interior da Bahia.


Na doma tradicional, chicotes e esporas são ajudas auxiliares indispensáveis, sangrando o cavalo. A rudeza dos comandos de rédeas também sangra a boca, quase sempre produzindo futuras calosidades nos pontos de controle da embocadura. É comum encontrar cavalo assim domado com “queixo duro”, às vezes pescoço flácido, devido aos traumatismos no grande músculo braquiocéfalo. Cavalos assim domados, raramente terão um posicionamento correto da cabeça nas paradas, transições de andamentos e no recuo, devido à flexão deficiente da nuca ou, em casos extremos, lesão nesta delicada região.

A doma tradicional tende a gerar um cavalo medroso, acuado, já apresentando algum tipo de vício, ou extremamente propenso a adquirir vícios dos mais variados. Ao contrario, a doma racional gera um cavalo amigo do homem, leal, confiante, mentalmente condicionado para a performance.


Arreio mineiro, comumente utilizado na doma de cavalos no Estado de Minas



Arreio baiano, notar o cepilho elevado,
para dar mais proteção ao cavaleiro na lida em região de caatinga

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